Medvedev: Economia estável acalmou mercados russos após novas sanções dos EUA

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Premiê russo Dmitry Medvedev bebendo café durante uma entrevista ao canal chinês, na sua residência - Sputnik Brasil
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O mercado russo de ações e moedas reagiu de forma "emocional" às novas sanções dos EUA, mas acalmou-se logo em seguida, já que a economia russa está estável, disse o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev.

No dia 6 de abril, Washington revelou novas sanções contra os supostos esforços globais de desestabilização realizados por Moscou. 

A lista de sanções divulgadas incluía autoridades governo tais como legisladores, da mesma forma que grandes empresários e empresas privadas ou estatais que estivessem sob seu controle.

Em particular, a lista incluía Oleg Deripaska com o Grupo En+, o Grupo GAZ, Basic Element e Rusal; Viktor Vekselberg com o Grupo Renova; Suleiman Kerimov, Kirill Shamalov; o chefe da Gazprom, Alexey Miller; e o presidente do VTB Bank, Andrey Kostin. Esse novo pacote de sanções teve efeito negativo nos mercados da Rússia. O valor do rublo foi um dos que mais sofreu enfraquecimento, caindo significativamente.

"Veja, a reação emocional não significa que existam problemas fundamentais. A economia é geralmente uma história emocional. A economia depende muito mais das pessoas […]. É claro que tais ações afetaram nossos mercados de ações e de câmbio. Mas agora tudo se acalmou, porque não houve razões fundamentais, como dissemos anteriormente […] porque alcançamos um alto nível de estabilidade econômica", disse Medvedev à emissora Rossiya.

O primeiro-ministro chamou as sanções dos EUA contra as empresas russas de "vergonha" e  "grosseria", afirmando que são um exemplo de "concorrência desleal".

"Muitas dessas empresas sancionadas são muito grandes e algumas delas mantêm globalmente o primeiro lugar em algumas posições e no alumínio, em particular", disse Medvedev.

A Rússia continuará desenvolvendo sua economia, assumindo que essas sanções estarão em vigor por um longo período de tempo, de acordo com o primeiro-ministro.

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"E essa história com substituição de importações, desenvolvimento da própria economia, melhoria das próprias instituições sociais é a única reação. E não há outra alternativa. É por isso que também prosseguiremos no futuro a partir do pressuposto de que as sanções continuarão por um período bastante longo, especialmente quando falamos sobre o último projeto de sanção", disse Medvedev.

Várias sanções econômicas e diplomáticas contra Moscou foram introduzidas pelo Ocidente em 2014, após um conflito o na Ucrânia que terminou com um referendo na Crimeia, que votou pela a reunificação com a Rússia.

Moscou afrimou repetidas vezes que não é parte do conflito ucraniano e insistiu em que o referendo na Crimeia tenha sido realizado de acordo com o direito internacional. Como medida de resposta, a Rússia introduziu um embargo de alimentos contraos países que a impuseram sanções.

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