Síria nunca concordará com 'ocupação' israelense nas Colinas de Golã, diz embaixador

© REUTERS / Ronen ZvulunSoldados israelenses nas Colinas de Golã, perto da fronteira com a Síria, foto de arquivo
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Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Oriente Médio, o representante permanente da Síria na ONU, Bashar al-Jaafari, reiterou mais uma vez a aderência de Damasco à assim chamada linha pré-julho de 1967, reestabelecendo fronteiras antes da Guerra dos Seis Dias.

O diplomata sírio sublinhou que o direito soberano do país nas "dominadas" Colinas de Golã não é renegociável, e o território capturado por Israel deve ser completamente restaurado.

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Alguns membros do Conselho de Segurança optaram por uma abordagem seletiva e pela política de duplos padrões, negociações inúteis sobre a lei internacional, direitos humanos e os princípios inalienáveis da Carta da ONU, ignorando, assim, a ocupação israelense nas Colinas de Golã sírias, ressaltou Bashar al-Jaafari.

"Onde estavam os países e seus discursos sobre a luta antiterrorista e lei humanitária internacional, quando os cidadãos sírios foram presos e arbitrariamente levados a prisões israelenses […]?", contestou o diplomata durante a reunião, citando o caso de Sudqi al-Maqt que foi preso mais uma vez por possui material audiovisual sobre a cooperação estreita entre as forças de ocupação israelenses e as organizações terroristas do Daesh e da Frente al-Nusra (ambas proibidas na Rússia).

Al-Jaafari também criticou a ONU por proteger constantemente Israel, doando-o "imunidade", enquanto este várias vezes violou as resoluções do Conselho de Segurança, exigindo o reestabelecimento do status-quo pré-junho de 1967.

Ao concluir o seu discurso, o representante da ONU apelou à organização para que tome medidas urgentes contra Israel e exigiu que Tel Aviv interrompa "agressão".

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Marcando 50 anos desde o início da guerra de 1967, o secretário-geral da ONU, António Guterres, denunciou a ocupação israelense de cindo décadas, e apelou para a criação do país independente da Palestina para acabar o conflito. Por sua vez, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, recusou-se a cumprir as resoluções da ONU, reiterando que seu país não voltará às linhas de 1967 e que as Colinas de Golã "ficarão nas mãos de Israel para sempre".

Em 5 de junho de 1967, Israel atacou os seus vizinhos árabes, eliminando a Força Aérea do Egito. Como consequência da guerra, que durou seis dias, Israel capturou vários territórios árabes, incluindo a Faixa de Gaza e península de Sinai do Egito, a Cisjordânia e o Jerusalém Oriental da Jordânia, e as Colinas de Golã da Síria.

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