Rússia reduziu arsenal nuclear em mais de 85% após Tratado de Não-Proliferação

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensUma réplica em tamanho real da mais poderosa bomba nuclear já detonada na história, mais conhecida como Tsar Bomba, sendo levada para exibição no centro de Moscou.
Uma réplica em tamanho real da mais poderosa bomba nuclear já detonada na história, mais conhecida como Tsar Bomba, sendo levada para exibição no centro de Moscou. - Sputnik Brasil
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A Rússia diminuiu seu arsenal nuclear em mais de 85% sob o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), informou o Ministério de Relações Exteriores da Rússia nesta sexta-feira (27).

A declaração com essas informações foi entregue pela delegação russa na segunda sessão do Comitê Preparatório da Conferência de Exame de 2020 das Partes do TNP, que foi realizada em Genebra na quinta-feira (26).

"As questões do desarmamento nuclear estão no topo da agenda do processo de revisão do TNP. Nosso país está comprometido em construir um mundo livre de armas nucleares. A Rússia já fez uma contribuição sem precedentes ao desarmamento nuclear ao diminuir seu arsenal nuclear em mais de 85%", aponta a declaração.

Moscou também atende plenamente às exigências do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START, na sigla em inglês) com os Estados Unidos, mas não pôde confirmar se os norte-americanos também têm cumprido com suas obrigações.

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"Infelizmente, não podemos confirmar que a outra parte do tratado também tenha atingido os limites fixados. Os números declarados pelos EUA foram alcançados não apenas pela redução real das armas, mas também por manipulações incorretas do ponto de vista do tratado. Especificamente, Washington removeu de forma unilateral a prestação de contas do tratado sobre 56 lançadores Trident II SLBM e 41 bombardeiros pesados B-52H, declarando-os como convertidos. No entanto, a chamada conversão foi conduzida de tal forma que a Rússia não pode confirmar seus resultados da forma como está especificado no novo tratado START", observou o Ministério das Relações Exteriores.

No começo da semana, Moscou disse que Washington escondia suas próprias falhas quando alegava que cumpria rigorosamente os acordos internacionais de controle de armas. Ao mesmo tempo, o país estaria acusando vários países de violar esses acordos. Moscou também teria afirmado que os Estados Unidos deliberadamente distorceram as disposições presentes na doutrina militar russa sobre a possibilidade de uso de armas nucleares.

A secretária de Estado adjunta interina para o controle de armas dos EUA, Anita Friedt, em resposta aos comentários da Rússia, disse à Sputnik na quarta-feira (25) que o Departamento de Estado dos EUA ainda não leu os comentários russos, mas os estudará em breve.

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