EUA criam lista dos países que não apoiam sua postura na Assembleia Geral da ONU

© REUTERS / Eduardo MunozA sede da Assembleia Geral da ONU, no bairro de Manhattan, em Nova York
A sede da Assembleia Geral da ONU, no bairro de Manhattan, em Nova York - Sputnik Brasil
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Os EUA elaboraram uma lista dos países cuja posição coincide com a postura de Washington nas votações na Assembleia Geral da ONU, bem como uma lista dos que divergem dos EUA.

De acordo com um relatório do Departamento do Estado dos EUA, no ano passado, a Assembleia Geral da ONU debateu 93 projetos de resoluções. Em 31% dos casos, a postura da maioria dos Estados-membros coincidiu com a dos EUA, sendo este indicador 10% pior que de 2016. O Departamento do Estado publica estes relatórios há 34 anos. 

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Entre os países cujas posições durante as votações na Assembleia Geral coincidem com as dos EUA com maior frequência estão Israel, Micronésia, Canadá, Ilhas Marshall, Austrália, Reino Unido, França, Palau, Ucrânia e República Tcheca.

Os países cuja posição foi contrária à de Washington no ano passado são, nomeadamente, o Zimbábue, Burundi, Irã, Síria, Venezuela, Coreia do Norte, Turcomenistão, Cuba, Bolívia e a África do Sul.

"O povo norte-americano contribui com 22% para o orçamento da ONU, sendo este montante maior que os três países seguintes pagam juntos. Apesar dessa generosidade, os outros [países] da ONU votaram junto conosco somente em 31% dos casos. É o pior indicador desde 2016", se lê no relatório da embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley. Segundo ela, trata-se da "reação inaceitável a nossos investimentos".

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Haley recordou que, ao ocupar o cargo da embaixadora de seu país da ONU, ela prometeu ter em conta os países que contradizem a postura dos EUA.

"Esta lista de resultados da votação fala por si. O presidente [dos EUA, Donald] Trump quer assegurar que o nosso apoio em dólares, o mais generoso do mundo, sempre serve os interesses norte-americanos. Nós o ajudaremos a ver que o povo norte-americano não vai continuar a ser insuficientemente valorizado", afirmou Nikki Haley em seu relatório. 

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