Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensO sistema da defesa antiaérea S-400 instalado na base militar russa Hmeymim, na Síria
O sistema da defesa antiaérea S-400 instalado na base militar russa Hmeymim, na Síria - Sputnik Brasil
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A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.

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"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus 'mísseis inteligentes' haverá um sistema de mísseis que vai derrubá-los. O caso [de 14 de abril] na Síria o provou na prática", disse Korotchenko.

De acordo com ele, os equipamentos estavam em condição ótima, com todos os regimes e guarnições preparados, por isso a eficiência do desempenho dos sistemas de defesa antiaérea sírios não pode ser posta em questão.

"É um grande êxito, inclusive dos especialistas técnicos russos, dos nossos militares que ensinaram os sírios, os treinaram, efetuaram coordenação e, afinal das contas, os sistemas de defesa antiaérea sírios demonstraram um trabalho em combate impecável", frisou.

Já o doutor em Ciências Militares, Konstantin Sivkov, disse à Sputnik que a baixa eficiência do bombardeio estadunidense na Síria pode ser explicado por uma falha da componente militar do sistema GPS.

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"Este sistema é o meio de correção de voo pela trajetória. Ele permite alterar o alvo durante um voo de trajetória. Mais provavelmente, se tratou de uma falha no funcionamento deste sistema. Essa é minha suposição", enfatizou.

Em 14 de abril, os EUA, junto com o Reino Unido e a França, efetuaram ataques de mísseis contra objetivos governamentais sírios que, na opinião deles, teriam alegadamente sido usados para produzir armas químicas. As forças aliadas lançaram mais de 100 mísseis, 71 dos quais foram interceptados pelos sistemas de defesa antiaérea sírios. Na sequência do ataque ninguém morreu, enquanto os danos no terreno foram mínimos. As forças russas não foram envolvidas na operação, mas acompanharam todos os lançamentos.

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