Médico de Douma comenta detalhes suspeitos do suposto ataque químico na cidade

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensCidade síria de Douma, nos arredores de Damasco, após ser libertada dos militantes.
Cidade síria de Douma, nos arredores de Damasco, após ser libertada dos militantes. - Sputnik Brasil
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Comentando sobre um suposto ataque de armas químicas em 7 de abril em Douma durante uma entrevista concedida à Sputnik, o médico local Mirwan Jaber ressaltou especificamente que ele e seus colegas nunca haviam tratado pacientes expostos a agentes químicos.

Falando ao Sputnik, o médico Mirwan Jaber, que trabalha em um hospital de Douma, descreveu um vídeo mostrando vítimas de um suposto ataque químico em Ghouta Oriental como "imagens fabricadas".

"Muitas pessoas invadiram o hospital. Entre elas estavam aquelas vestidas de médicos, mas não eram nossos funcionários, e eu não acho que eles fossem médicos. Eles começaram a gritar sobre um ataque químico e encharcaram pessoas com água e tudo isso. Como resultado, os boatos foram espalhados entre os residentes de Douma, algo que por sua vez provocou pânico", disse Jaber.

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Ele acrescentou que os médicos não sabiam a causa do caos. Alguns profissionais se aproximavam de pessoas que estavam molhadas da água, mas que não havia sinais de danos por armas químicas.

De acordo com Jaber, sintomas que indicam que uma pessoa é afetada por um agente de guerra químico incluem queimaduras ou feridas na pele e olhos, bem como tosse, dor no peito, tontura, náusea, sonolência, micção involuntária e defecação, acne na pele, erupções cutâneas e pupilas severamente estreitadas.

"Os participantes do vídeo encenado não apresentaram esses sintomas", sublinhou o médico.

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Ele chamou a atenção para o fato de que o uso de armas químicas normalmente leva à morte de animais e insetos em uma zona de ataque. Árvores e a grama murcham, sendo cobertas por poeira.

"Todos aqueles que foram atingidos por armas químicas podem ser hospitalizados muito tempo depois de um ataque químico; um forte cheiro de frutas, flores ou alho emerge no ar. Como você pode ver, tudo isso não é o caso de Douma", enfatizou Jaber.

Na semana passada, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que Hasan Diab, o menino sírio que contou ao canal de TV russo Rossiya 24 sobre os detalhes do vídeo falso do ataque com armas químicas em Douma, deveria falar no Conselho de Segurança da ONU.

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No início deste mês, vários meios de comunicação e países ocidentais acusaram Damasco de usar armas químicas no subúrbio de Douma, em Damasco, em 7 de abril.

O governo sírio e o Ministério da Defesa da Rússia rejeitaram as acusações.

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