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'O que a Coreia do Norte quer é garantia de segurança dos EUA', diz especialista

© REUTERS / Kim Hong-JiSoldados sul-coreanos em Panmunjom, o "povoado da trégua", 18 de abril de 2018
Soldados sul-coreanos em Panmunjom, o povoado da trégua, 18 de abril de 2018 - Sputnik Brasil
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Vários especialistas comentaram ao canal russo RT sobre o anúncio histórico do líder norte-coreano Kim Jong-un, que afirmou nesta sexta-feira (20) que a Coreia do Norte suspenderá seus testes nucleares e lançamentos de mísseis e se juntará ao processo global de desarmamento nuclear.

O líder norte-coreano afirmou que o objetivo estratégico do partido oficial a partir de agora é se concentrar na "construção da economia socialista".

"Se nos recordarmos dos últimos 25 anos do programa de mísseis e tecnologia nuclear da Coreia do Norte, veremos que ficou muito claro que o que os norte-coreanos realmente querem não é uma guerra com os EUA”, explicou Brian Becker, diretor da Coalizão ANSWER (Act Now to Stop War and Racism, em inglês). "Eles querem uma garantia de segurança dos EUA", diz ele.

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Em sua opinião, a Coreia do Norte considera que se possa estar à beira de uma nova etapa da diplomacia ou estratégia dos EUA na região da Ásia-Pacífico, "o que permitiria a Pyongyang ter realmente uma garantia de segurança".

Para chegar a esse acordo, Pyongyang deve assinar um tratado de paz com a Coreia do Sul. Segundo vários veículos da mídia, no momento os dois países estão negociando uma declaração conjunta para anunciar oficialmente o fim permanente do conflito militar nas vésperas da cúpula intercoreana em 27 de abril.

Neste contexto, Becker argumenta que o anúncio de Kim Jong-un é um "grande passo", já que o "governo norte-coreano, nas vésperas das negociações com a Coreia do Sul, está eliminando todos os obstáculos e impedimentos que poderiam parar um possível desenvolvimento real na península coreana".

Para ele, tudo o que a Coreia do Norte quer é um "tratado de paz, além de poder negociar e integrar-se na economia mundial". Caso um tratado de paz seja assinado com Seul – acredita o analista – isso poderia ser um "precursor da possibilidade de uma distensão entre os EUA e a Coreia do Norte".

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Simone Chun, membro da Korea Peace Network (Rede de Paz da Coreia), afirmou que Pyongyang "está fazendo uma mudança em direção a uma maior riqueza e prosperidade" e deixa claro para o mundo que agora o país "tenciona se juntar ao modelo da Ásia Oriental, que basicamente tem a ver com o milagre econômico".

O especialista enfatizou que, após o anúncio de Pyongyang, "seria bom que os Estados Unidos demostrassem algum compromisso".

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