Ataque à Síria enviou mensagem para a Coreia do Norte, afirma ministro japonês

© REUTERS / U.S. Navy/Lt. j.g Matthew DanielsCruzador de mísseis norte-americano USS Monterey lança um míssil Tomahawk durante o ataque à Síria, 14 de abril de 2018
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O ataque militar dos EUA contra o suposto programa de armas químicas do governo sírio também enviou uma mensagem à Coreia do Norte, disse o ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, durante as declarações no Pentágono com o secretário da Defesa estadunidense Jim Mattis.

"Eu gostaria de comentar sobre as ações tomadas pelos Estados Unidos e pela coalizão contra a Síria. Essa é uma ação que foi tomada contra as armas de destruição em massa, e acho que isso também enviou uma certa mensagem à Coreia do Norte", afirmou Onodera na sexta-feira.

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No sábado passado, os Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram ataques contra alvos na Síria, os quais estariam envolvidos no programa de armas químicas do país. Washington disse que os ataques foram em resposta aos ataques com armas químicas na cidade de Douma em 7 de abril.

O governo sírio negou o uso de armas químicas, enquanto o Ministério de Relações Exteriores da Rússia declarou que o Reino Unido ajudou a encenar o incidente para justificar uma intervenção estrangeira na Síria.

A Coreia do Norte tem estado no âmbito da comunidade internacional, uma vez que os Estados Unidos e seus aliados mantiveram uma campanha de pressão máxima para levar Pyongyang à mesa de negociações para uma desnuclearização completa e irreversível.

As tensões na península coreana aumentaram em 2009, quando Pyongyang se retirou das negociações de seis partes sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. A situação só piorou depois quando o Norte começou a conduzir numerosos testes nucleares e de mísseis balísticos e os Estados Unidos e seus aliados começaram a reunir tropas e equipamento militar, bem como a realizar exercícios nas proximidades da Coreia do Norte.

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Mais recentemente, o líder da Coréia do Norte, Kim Jong-un, disse que se comprometeu a entrar em negociações com os Estados Unidos, inclusive com a Coreia do Sul, para trabalhar no sentido de chegar a um acordo sobre a desnuclearização.

Também nesta sexta-feira, o líder norte-coreano anunciou a suspensão dos seus testes balísticos e nucleares, o que foi saudado como uma boa iniciativa pela comunidade internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e Kim concordaram em se reunir em maio ou no começo de junho.

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