Por que EUA impedem acesso da OPAQ ao local do suposto ataque químico na Síria?

© AFP 2022 / Hamza Al-AjwehCrianças sírias em prédio destruído em Douma, Ghouta Oriental, Síria
Crianças sírias em prédio destruído em Douma, Ghouta Oriental, Síria - Sputnik Brasil
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Os EUA estão impedindo que os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) cheguem à cidade síria de Douma, de maneira a ocultar que o ataque químico foi encenado por eles próprios, declarou o senador russo Vladimir Dzhabarov.

Anteriormente o Departamento de Estado declarou que Damasco e Moscou estão fazendo "varredura" no local do suposto ataque químico em Douma, não permitindo o acesso dos especialistas da OPAQ.

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Para Vladimir Dzhabarov, primeiro vice-presidente da Comissão de Assuntos Externos do Conselho da Federação da Rússia, essas acusações representam uma tentativa de sair impunes da situação provocada pelo Ocidente. Ele sublinhou também que a declaração foi feita após a denúncia do caráter forjado do “ataque químico”.

O parlamentar russo lembrou que já há testemunhos de que o suposto ataque químico foi forjado.

"Agora o Ocidente quer sair impune, justificando seu ataque de mísseis contra a Síria. Mas essa declaração é um pretexto e completamente mentira", afirmou Dzhabarov.

Além disso, o senador lembrou que o governo sírio já convidou os especialistas da OPAQ a irem a Douma, enquanto o Ministério da Defesa russo prometeu garantir a segurança aos representantes da organização.

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"Os EUA estão impedindo o acesso dos especialistas da OPAQ ao local do suposto ataque químico, tentando ocultar a verdade", concluiu ele.

Na madrugada de 14 de abril, os EUA, o Reino Unido e a França realizaram ataques contra a Síria em resposta ao suposto ataque químico no subúrbio de Damasco de Douma, em Ghouta Oriental, relatado pela organização Capacetes Brancos. Os países ocidentais culpam Damasco pelo incidente sem terem apresentado quaisquer provas. O ataque foi realizado na véspera de uma investigação internacional na cidade afetada.

Entretanto, o garoto sírio Hassan Diab, que aparece em um vídeo da organização Capacetes Brancos como uma suposta "vítima" do ataque com armas químicas em Douma, revelou o que aconteceu na realidade. Segundo Hassan, ele e sua mãe estavam no porão quando ouviram gritos na rua de que todos deveriam ir até o hospital. Assim que chegou, ele foi agarrado e começaram a jogar água em cima dele. Depois, os colocaram em uma maca, junto a outras pessoas. As palavras de Hassan foram confirmadas pelo seu pai, que confirmou não ter havido nenhum tipo de ataque químico na cidade.

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