Pequim lança aviso a Taiwan com exercícios de fogo real

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Marinheiros chineses (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Marinha do Exército de Libertação do Povo da China começou na quarta-feira (18) os primeiros exercícios militares com fogo real no estreito de Taiwan desde 2016.

Segundo a televisão central chinesa, os exercícios começaram às 8h00, horário local (21h00, horário de Brasília) e vão durar até a meia-noite de quinta-feira (19). 

De acordo com o Conselho de Estado da China, o objetivo das manobras é "defender a soberania e a integridade territorial da China".

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Anteriormente a edição South China Morning Post havia revelado, com referência a fontes militares, que os exercícios navais da China nas águas do estreito de Taiwan podem ser considerados como um sinal a Taiwan para que respeite a política de "uma China única" e uma forma de mostrar apoio a Moscou no quadro da escalada de tensão com os EUA relativamente à Síria.

Entre 11 e 12 de abril a China realizou manobras militares nas águas do mar do Sul da China, consideradas o maior desfile naval do país desde 1949. Do desfile participaram 48 navios militares, 76 aviões, e mais de 10 mil militares.

Depois dessas manobras, a flotilha da Marinha da China começou a se deslocar para o local de outra etapa dos exercícios, no estreito de Taiwan, dos quais participarão também o porta-aviões chinês Liaoning.

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As relações oficiais entre as autoridades da República Popular da China e a província da ilha de Taiwan foram interrompidas em 1949, quando o Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), liderado por Chiang Kai-shek, teve que se deslocar para a ilha depois de sua derrota na guerra civil contra o Partido Comunista do país.

As relações entre os dois territórios chineses apenas foram restabelecidas a nível empresarial e informal nos fins dos anos 80 sem existirem contatos oficiais entre as autoridades.

Pequim considera Taiwan como sua província rebelde e se recusa a ter relações diplomáticas com qualquer país que as mantenha com Taipé.

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