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'G7 desencadeou guerra diplomática com a Rússia', diz embaixador russo na OPAQ

© AP Photo / Peter DejongSede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em Haia, na Holanda
Sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em Haia, na Holanda - Sputnik Brasil
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O embaixador da Rússia na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Aleksandr Shulgin, declarou nesta quarta-feira (18) que os países do G7 desencadearam uma guerra diplomática com a Rússia com base em falsificações.

"Gostaríamos de ouvir do lado britânico as respostas para as numerosas e específicas perguntas da Federação Russa sobre o incidente em Salisbury. Além disso, ficaríamos agradecidos se os representantes do G7 pudessem nos explicar porque os seus países desencadearam uma guerra diplomática com a Rússia com base em falsificações", disse Shulgin em uma reunião do conselho executivo da OPCW na sede da organização em Haia.

Policiais investigando o caso do ex-espião russo Sergei Skripal, em Salisbury (Inglaterra), 13 de março de 2018 - Sputnik Brasil
Delegação russa na OPAQ: os Skripal foram colocados em coma induzido
Nesta quarta-feira (18), na sede da OPAQ em Haia decorreu uma reunião especial dedicada ao incidente em Salisbury em que Londres apresentou seu relatório quanto ao caso Skripal. Os representantes russos da OPAQ afirmaram que o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia podem ter sido induzidos ao coma para manipular sua saúde.

De acordo com os membros da delegação russa na organização, o relatório britânico estava repleto de frases incertezas, tais como "muito provável", "é provável que" etc.

O ex-agente secreto russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados em março na cidade britânica de Salisbury. O governo britânico acusou Moscou de ter envenenado os dois com um agente nervoso antes de ser realizada investigação oficial. Ambas as vítimas recuperaram a consciência em abril, mas seu destino está guardado em segredo pelo Reino Unido.

Logo após o incidente, o Reino Unido anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos. Desde então, mais de 25 países expulsaram seus próprios diplomatas russos "em solidariedade" a Londres. Moscou negou ter qualquer papel no envenenamento, apontando para a falta de evidências fornecidas por Londres para fundamentar suas acusações.

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