Ataque dos EUA e aliados à Síria foi sinal para Rússia e Irã, diz chefe da OTAN

© REUTERS / Força Aérea dos EUAA U.S. Air Force B-1B Lancer and crew, being deployed to launch strike as part of the multinational response to Syria's use of chemical weapons, is seen in this image released from Al Udeid Air Base, Doha, Qatar on April 14, 2018
A U.S. Air Force B-1B Lancer and crew, being deployed to launch strike as part of the multinational response to Syria's use of chemical weapons, is seen in this image released from Al Udeid Air Base, Doha, Qatar on April 14, 2018 - Sputnik Brasil
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O ataque dos EUA, França e Reino Unido à Síria foi um claro sinal para o presidente Bashar Assad, Rússia e Irã, declarou o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, durante visita à Turquia.

No sábado passado (14), EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma. Os aliados dispararam mais de 100 mísseis, mas a maioria foi interceptada pelos sistemas sírios de defesa antiaérea. As forças russas não participaram da intercepção, mas monitoraram todos os lançamentos.

"A operação visava diminuir capacidades de Damasco de usar armas químicas, cuja investigação da ONU foi interrompida pela Rússia. Trata-se de um sinal claro para o regime de Assad, Rússia e Irã", disse Stoltenberg em entrevista ao canal NTV.

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Porém, o secretário-geral da OTAN sublinhou que a Aliança não se opôs ao diálogo político com Moscou.

Stoltenberg também aplaudiu o apoio da Turquia ao recente ataque.

"Recebemos com prazer o apoio que a Turquia deu à operação [na Síria]", acrescentou o chefe da Aliança.

Os Estados Unidos e aliados justificaram o ataque ao território sírio pelo fato de o governo do país ter realizado um ataque químico na cidade de Douma. A Rússia, por sua parte, qualifica a operação como ato de agressão, pois nem especialistas militares russos nem residentes de Douma não confirmaram o fato do alegado ataque químico.

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