Reino Unido acusa Rússia de barrar investigações sobre armas químicas na Síria

© AP Photo / Alexei DruzhininRussian President Vladimir Putin, right, listens to British Prime Minister Theresa May during a bilateral meeting in Hangzhou, China, Sunday, Sept. 4, 2016, ahead of the G20 Leaders Summit.
Russian President Vladimir Putin, right, listens to British Prime Minister Theresa May during a bilateral meeting in Hangzhou, China, Sunday, Sept. 4, 2016, ahead of the G20 Leaders Summit. - Sputnik Brasil
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O veto da Rússia ao Conselho de Segurança da ONU em uma resolução sobre mecanismos para investigar ataques químicos na Síria foi uma tentativa de bloquear as investigações, disse a primeiao-ministra do Reino Unido em discurso, que será dirigido ao Parlamento nesta segunda-feira (16).

Em 10 de abril, o Conselho de Segurança da ONU (UNSC, na sigla em inglês) não adotou nenhuma das duas resoluções esboçadas pelos russos, e pediu uma investigação sobre o recente ataque químico na cidade síria de Douma, porque os diplomatas da Rússia e dos Estados Unidos usaram o poder de veto de seus países para bloquear os projetos um do outro.

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"Houve claramente tentativas de bloquear qualquer investigação adequada, como vimos com o veto russo na ONU no início da semana. E não podemos esperar ainda para aliviar o sofrimento humanitário causado por ataques com armas químicas", disse May.

O primeira-ministra também reiterou a posição de Londres de que o governo sírio era responsável pelo suposto ataque químico na Duma.

"Inspetores da UNSC investigaram ataques anteriores e em quatro ocasiões decidiram que o regime era de fato responsável. Estamos confiantes em nossa própria avaliação de que o regime sírio era altamente responsável por esse ataque e que seu padrão persistente de comportamento significava que ele era É altamente provável que continuem usando armas químicas", disse May.

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Na noite da sexta-feira (13), os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram ataques a vários alvos na Síria em resposta ao suposto uso de armas químicas em Douma. Os estados ocidentais acusaram as forças do presidente sírio Bashar Assad pelo suposto ataque. O líder sírio negou qualquer envolvimento no ataque e convidou os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para investigar a situação.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os três países dispararam mais de 100 mísseis de cruzeiro e ar-terra, a maioria dos quais foi abatida pela defesa aérea síria. De acordo com Damasco, que alega ter eliminado seus estoques de armas químicas, o ataque danificou a infraestrutura síria e deixou três civis feridos.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no sábado (que as greves foram realizadas em violação das normas e princípios do direito internacional.

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