Opinião: 'Libertação de Ghouta Oriental impulsionou ataque ocidental na Síria'

© AFP 2022 / STRForças pró-governo sírias entram na praça principal de Kfar Batna, no sudeste de Ghouta, periferia leste da capital (Damasco 19 de março de 2018)
Forças pró-governo sírias entram na praça principal de Kfar Batna, no sudeste de Ghouta, periferia leste da capital (Damasco 19 de março de 2018) - Sputnik Brasil
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Os EUA, o Reino Unido e a França recorreram a ataques contra a Síria porque sofreram uma derrota no país tanto em campo como na mesa de negociações, acredita a líder da Plataforma Astana da oposição síria, Randa Kassis.

Em 31 de março, o comando do exército sírio disse que Damasco havia libertado Ghouta Oriental, que antes estava sob o controle de militantes do Jaysh al-Islam. Na sexta-feira à noite, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França lançaram ataques aéreos contra a Síria por relatos de um ataque químico em Douma. Os países ocidentais estão acusando o governo sírio de estar por trás do alegado ataque químico, enquanto Damasco, particularmente em uma área onde suas forças estavam à beira da vitória total.

"Isso é uma espécie de guerra fria. Eles sofreram uma derrota em vários países, mais recentemente na Síria. Eles sofreram uma derrota nas negociações em  Genebra com seus membros da oposição, a quem eles apoiaram por muito tempo", afirma ela, ressaltando que a libertação do Ghouta Oriental dos terroristas se tornou um grande evento que "estimulou os países ocidentais a iniciar uma operação".

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Segundo Kassis, o evento foi uma força motriz "ainda maior" por trás da operação militar do que um suposto ataque químico realizado por Damasco.

Citando as sanções e acusações anti-russas dos EUA em meio ao envenenamento do ex-agente duplo Sergei Skripal na cidade britânica de Salisbury, Kassis observou que a hostilidade contra a Rússia começou há muito tempo, mas "agora está ganhando força".

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os ataques foram realizados em violação das normas e princípios do direito internacional e sob um falso pretexto, antes mesmo que os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) chegassem ao local do suposto incidente químico.

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