ONU: EUA, França e Reino Unido esperam que Rússia e China apoiem resolução sobre a Síria

© AP Photo / Matt DunhamUS President Donald Trump, right, speaks to British Prime Minister Theresa May during in a working dinner meeting at the NATO headquarters during a NATO summit of heads of state and government in Brussels on Thursday, May 25, 2017.
US President Donald Trump, right, speaks to British Prime Minister Theresa May during in a working dinner meeting at the NATO headquarters during a NATO summit of heads of state and government in Brussels on Thursday, May 25, 2017. - Sputnik Brasil
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O Reino Unido e seus aliados no Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos e França, esperam que a China e possivelmente a Rússia apóiem seu novo projeto de resolução sobre mecanismos de investigação sobre o suposto uso de armas químicas na Síria, disse a embaixadora britânica na ONU, Karen Pierce, à Fox News no domingo (15).

No sábado (14), França, Estados Unidos e Reino Unido entregaram aos outros 12 membros do Conselho de Segurança um novo projeto de resolução sobre a Síria, que abordaria a questão das armas químicas, bem como os problemas políticos e humanitários.

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"Eu acho que representa a vontade da grande maioria das pessoas no Conselho de Segurança, incluindo a China. Então, nos próximos dias e semanas, nós vamos correr atrás disso com o Secretário-Geral, e esperamos que os russos voltem à sintonia internacional e nos ajudem a resolver este conflito", disse Pierce.

O novo projeto de resolução supostamente apela a garantir o acesso humanitário a áreas sitiadas, cessar-fogo e também exige a participação de Damasco em negociações de paz sob os auspícios das Nações Unidas. Além disso, o projeto de resolução propõe a realização de investigações independentes sobre os ataques químicos relatados na Síria.

Em 10 de abril, o Conselho de Segurança da ONU não adotou nenhuma das duas resoluções esboçadas pelos russos, e pediu uma investigação sobre o recente ataque químico na cidade síria de Douma, porque os diplomatas da Rússia e dos Estados Unidos estavam usando seus poderes de veto bloqueando mutuamente seus projetos.

"Nós preferiríamos voltar a um estágio em que a Rússia trabalhasse com o resto do P-5 e com o Conselho de Segurança para encontrar uma maneira de trazer o regime de Assad à mesa de negociações, e voltar ao processo político, para ter um cessar das hostilidades, para desmantelar as armas químicas e para que haja responsabilidade", acrescentou Pierce.

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Na noite da sexta-feira (13), os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram ataques a vários alvos na Síria em resposta ao suposto uso de armas químicas na cidade de Douma. Os estados ocidentais acusaram as forças do presidente sírio Bashar Assad pelo incidente. A liderança síria negou qualquer envolvimento no ataque e convidou os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para investigar as acusações.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os três países dispararam mais de 100 mísseis de cruzeiro e ar-terra, a maioria dos quais foi abatida pela defesa aérea síria. De acordo com Damasco, que alega ter eliminado seus estoques de armas químicas, o ataque danificou a infraestrutura síria e deixou três civis feridos.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no sábado (que as greves foram realizadas em violação das normas e princípios do direito internacional.

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