Embaixada russa em Londres apresenta relatório sobre envenenamento do ex-espião russo

© REUTERS / Phil NobleEmbaixada da Rússia em Londres, Reino Unido, 14 de março de 2018
Embaixada da Rússia em Londres, Reino Unido, 14 de março de 2018 - Sputnik Brasil
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De acordo com o documento relativo ao incidente em Salisbury, qualquer laboratório químico moderno é capaz de fabricar a substância com a qual foram envenenados Sergei Skripal e sua filha Yulia.

"Tendo em consideração o grande número de publicações científicas [sobre isso], podemos ter a certeza que qualquer laboratório químico moderno é capaz de fabricar o Novichok [nome sob o qual é conhecida a substância tóxica A-234]", afirma-se no relatório.

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Além disso, a embaixada observou que o Reino Unido não explicou o que significam as declarações sobre o "Novichok" ter sido "produzido pela Rússia", pois nem a Rússia, nem a URSS nunca produziram uma substância com tal nome.

Frisa-se que a palavra "Novichok" foi introduzida pelo Ocidente nos meados da década de 90 para denominar uma série de substâncias tóxicas produzidas lá com base em informações que ficaram em acesso graças à emigração de cientistas russos."A insistência britânica em usar a palavra russa ‘Novichok' é uma tentativa de relacionar, de modo artificial, esta substância com a Rússia", destaca-se no relatório.

Ao mesmo tempo, o conselheiro para segurança nacional britânico, Mark Sedwill, comunicou que os serviços secretos russos teriam espionado a família de Skripal antes do incidente, informa a Reuters.

Informa-se que estas declarações foram expressas pelo alto responsável oficial britânico em uma carta ao secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, porém, sem quaisquer provas sólidas para sustentar essa teoria.

As relações russo-britânicas foram agravadas extremamente em meio ao incidente em Salisbury, onde foi envenenado o ex-agente russo Sergei Skripal, que tinha trabalhado para a inteligência britânica, e sua filha Yulia. Londres assegura que o envenenamento com substância A-234 estaria ligado ao governo russo, enquanto Moscou refuta expressamente sua participação.

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