Rússia e EUA devem parar de usa o 'veto' um contra o outro na ONU, diz líder britânico

© REUTERS / Peter NichollsJeremy Corbyn, the leader of Britain's opposition Labour party, makes a speech as his party restarts its election campaign after the cross party suspension that followed the Manchester Arena attack, in London, May 26, 2017.
Jeremy Corbyn, the leader of Britain's opposition Labour party, makes a speech as his party restarts its election campaign after the cross party suspension that followed the Manchester Arena attack, in London, May 26, 2017. - Sputnik Brasil
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Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista da oposição no Reino Unido, afirmou nesta sexta-feira (13) que Moscou e Washington deveriam parar de usar o poder de veto para barrar os projetos de resolução um do outro durante as reuniões do Conselho de Segurança da ONU para superar o impasse na crise síria.

Durante a sessão de terça-feira (10), o Conselho de Segurança não adotou nenhuma das duas resoluções elaboradas pelos russos e também outra redigida pelos EUA, que pediam uma investigação sobre o ataque de armas químicas ocorrido no sábado (7) contra civis na cidade síria de Douma, na Síria. Essa situação ocorreu apenas porque os diplomatas da Rússia e dos Estados Unidos estavam usando seus poderes de veto para bloquear os projetos.

"Eu diria com muita veemência à Rússia e aos EUA: 'Parem de bloquear as resoluções um do outro'. Talvez uma resolução endossada pelos britânicos sobre isso seria uma maneira útil de avançar?", afirmou Corbyn em uma entrevista com a emissora Sky News.

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O político pediu para que se faça todo o possível para evitar o bombardeio na Síria, porque isso levaria a uma escalada da situação no país do Oriente Médio, causando mais mortes de civis e caos.

"A escalada da guerra não é do interesse de ninguém", enfatizou Corbyn.

Na noite da quinta-feira (12), a primeira-ministra britânica Theresa May realizou uma reunião com seu gabinete sobre as medidas do Reino Unido em resposta ao suposto uso de armas químicas na Síria. Após a reunião, o porta-voz de May disse que o gabinete concordou em tomar medidas para aliviar a situação humanitária na Síria.

Corbyn disse à Sky News, que por esse atitute, May estava "esperando pelo [presidente dos EUA] Donald Trump".

O líder trabalhista também sugeriu que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) deveria receber uma indicação mais forte para investigar o culpado de novos ataques químicos.

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Desde que os relatos sobre o uso de armas químicas na Síria surgiram no sábado (7), a possibilidade de um ataque militar à Síria foi discutida pelos Estados Unidos e seus parceiros, particularmente a França e o Reino Unido.

Damasco, que negou firmemente as alegações sobre o envolvimento das forças do governo sírio no incidente em Douma, convidou os especialistas da OPAQ a visitar a Síria e investigar o suposto ataque químico. Na quinta-feira (12), uma fonte síria disse à Sputnik que os especialistas da OPAQ chegariam a Damasco nesta sexta-feira (13) para estudar o suposto incidente.

A imprensa do Reino Unido divulgou na quarta-feira (11), citando fontes do governo, que May estava considerando autorizar o envolvimento de Londres em uma ação militar na Síria sem buscar a aprovação do Parlamento.

Corbyn vem criticando tal posição, observando a necessidade de realizar debates parlamentares sobre o assunto.

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