'Criador' de Novichok: só um idiota envenenaria Skripal com essa substância

© REUTERS / Peter NichollsPoliciais britânicos com roupa de proteção examinando o banco onde o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha foram encontrados inconscientes, Salisbury, Reino unido, 8 de março
Policiais britânicos com roupa de proteção examinando o banco onde o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha foram encontrados inconscientes, Salisbury, Reino unido, 8 de março - Sputnik Brasil
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O químico Vil Mirzayanov, que declara ter sido um dos criadores da substância А-234 (também conhecida como Novichok), comentou o relatório da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia.

Vil Mirzayanov, um químico soviético que se mudou para os EUA nos anos 90 e que é considerado como um dos criadores da substância А-234 pela mídia ocidental, revelou que o Novichok, alegadamente usado no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal  e sua filha, tem uma falha crítica.

Mirzayanov explicou em uma entrevista ao portal Kommersant FM que a falha do Novichok é ele ser instável e vulnerável à água.

Em 4 de março, quando Skripal e sua filha foram supostamente envenenados, o tempo estava enevoado e úmido, por isso a potência da substância toxica ficou drasticamente reduzida.

Sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em Haia, na Holanda - Sputnik Brasil
OPAQ confirma que Skripal foi envenenado com substância conhecida como Novichok
"Apenas um idiota usaria essa substância em condições úmidas", comentou ele.

Em 12 de abril a OPAQ confirmou que o ex-espião russo Sergei Skripal foi envenenado com o agente nervoso A-234, também conhecido como Novichok.

Skripal e sua filha Yulia estão internados em estado crítico desde 4 de março, sendo tratados por exposição ao que os especialistas do Reino Unido dizem ser o agente nervoso A-234. O lado britânico alegou que se trata de um agente nervoso do tipo Novichok, desenvolvido na União Soviética.

Moscou reiterou que não apenas interrompeu a produção do gás neurotóxico Novichok, alegadamente usado para envenenar Skripal, mas também destruiu todos os seus estoques, o que foi confirmado por observadores internacionais da Organização para a Proibição de Armas Químicas.

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