Provável novo secretário de Estado dos EUA pede fim da 'política flexível' com a Rússia

© REUTERS / Carlos BarriaO deputado Mike Pompeo testemunha perante uma audiência do Senado dos Serviços de Inteligência sobre sua nomeação para chefiar a CIA no Capitólio (arquivo)
O deputado Mike Pompeo testemunha perante uma audiência do Senado dos Serviços de Inteligência sobre sua nomeação para chefiar a CIA no Capitólio (arquivo) - Sputnik Brasil
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O provável novo Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou que o fim da abordagem 'flexível' de Washington em relação a Moscou.

Os comentários de Pompeo ocorreram em audiência ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, em meio a crescentes tensões entre Washington e Moscou, alimentadas por uma série de tweets do presidente Donald Trump advertindo a Rússia que os ataques militares contra a Síria após o suposto uso de armas químicas por tropas de Bashar Assad em Douma.

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Trump anunciou que demitiu o ex-secretário de Estado Rex Tillerson e nomeou Pompeo para ocupar o seu lugar. Pompeo é diretor da CIA desde 23 de janeiro de 2017.

Fim da 'política flexível'

Durante o depoimento de quinta-feira, disse que os EUA devem adotar uma postura mais dura contra a Rússia e intensificar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin. Ele pediu medidas mais duras contra a Rússia por supostamente interferir na Ucrânia e se intrometer nas eleições de 2016, junto com as alegadas violações de direitos humanos.

"A Rússia continua a agir de forma agressiva, possibilitada por anos de política flexível em relação a essa agressão", disse Pompeo ao comitê do Senado. "Agora acabou."

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O candidato à chefia da diplomacia norte-americana também forneceu uma lista completa de realizações que a administração Trump acumulou ao combater Moscou, incluindo a morte de centenas de russos.

"A lista de ações que este governo tomou — estou feliz em percorrer cada uma delas", disse Pompeo. "Algumas semanas atrás, os russos se encontraram e centenas de russos foram mortos".

Pompeo estava se referindo a um incidente em fevereiro, quando a coalizão liderada pelos EUA lançou ataques aéreos na Síria, que supostamente mataram 100 tropas pró-governo. Moscou disse que várias dezenas de cidadãos russos ficaram feridos nos confrontos, mas nenhum foi militar.

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Ele disse também que os Estados Unidos devem continuar a fornecer armas defensivas à Ucrânia e que as sanções devem continuar sendo impostas à Rússia até que Moscou cumpra plenamente com o acordo de Minsk.

Moscou alertou repetidamente contra o fornecimento de armas à Ucrânia, afirmando que tal ação só intensificaria o conflito militar na região leste de Donbass, em andamento desde 2014.

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