Ameaças de usar força contra território sírio violam Carta da ONU, diz Moscou

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensA representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante uma entrevista coletiva em 2 de outubro de 2017
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As ameaças expressas pelos EUA e França de usar a força contra a Síria são violações graves da Carta da ONU, disse nesta quinta-feira (12) a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, durante coletiva de imprensa.

"No mais alto nível, por parte dos presidentes norte-americano e francês, foi expressa uma ameaça de retaliação dura, inclusive o uso da força, contra a Síria. Queria sublinhar que a própria ameaça de usar força contra um país-membro da ONU é uma violação grave da Carta desta organização", manifestou.

Além disso, a diplomata assinalou que Moscou apoia realização de investigação imediata dos relatos sobre o alegado ataque químico na Síria.

"A Rússia se manifesta a favor da realização imediata de uma investigação imparcial das acusações antissírias não confirmadas com a ajuda da OPAQ [Organização para a Proibição de Armas Químicas]. Nós promovemos essa ideia no Conselho de Segurança da ONU de modo resoluto", realçou.

Zakharova observou também que os militares russos — em coordenação com o governo sírio — estão dispostos a garantir condições seguras de trabalho para os especialistas no próprio local do suposto acidente.

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Quanto às recentes declarações da Organização Mundial de Saúde em relação a supostos 500 pacientes que estariam intoxicados, a representante oficial do ministério as qualificou como um fato de divulgação irresponsável de informações não justificadas e não confirmadas que provoca a escalada ainda maior do conflito sírio.

"Washington continua expressando declarações belicistas que ameaçam com uma escalada extremamente perigosa. As acusações são apresentadas não apenas contra Damasco, mas também contra a Federação da Rússia que estaria apoiando o regime de Assad e, consequentemente, partilhando a responsabilidade por seus 'crimes'", acrescentou a diplomata.

Além do mais, Zakharova apelou a "todos os membros responsáveis da comunidade internacional" para que pensem seriamente sobre as possíveis consequências de tais acusações, ameaças e ações planejadas, pois "ninguém atribuiu a líderes ocidentais o papel de gendarmes mundiais e, ao mesmo tempo, juízes de instrução, procuradores e verdugos".

Mais cedo, o Ocidente acusou Damasco de ter realizado um ataque químico contra a cidade de Douma, em Ghouta Oriental, e a ameaçou com ataques militares.
Moscou, por sua vez, refutou as informações sobre a bomba de cloro supostamente lançada por militares sírios, enquanto o Estado-Maior da Rússia comunicou sobre os preparativos alheios para as provocações com armas químicas ainda em 13 de março.

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