'Ártico está se tornando quente': Rússia posiciona divisão de águas profundas na zona

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensSubmarino nuclear do projeto 667BDRM Yuri Dolgoruky no estaleiro de Gadzhievo na região de Murmansk
Submarino nuclear do projeto 667BDRM Yuri Dolgoruky no estaleiro de Gadzhievo na região de Murmansk - Sputnik Brasil
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Em meio à competição crescente pelas riquezas minerais do Ártico, a Frota do Norte russa está virando fundamental para garantir a segurança nacional e os interesses econômicos do país no Extremo Norte.

A recém-criada divisão, que agora faz parte da Frota do Norte da Rússia, inclui estações nucleares de pequeno porte, submarinos movidos a energia nuclear e um grande número de unidades submarinas robóticas, informou nesta terça-feira (10) o jornal Izvestiya, citando fontes do comando naval russo.

Com a implantação de novas tecnologias, a 29ª brigada submarina, baseada em Gadzhievo, na região russa de Murmansk, foi "transformada" em uma divisão completa em janeiro de 2018.

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De acordo com as informações disponíveis publicamente, no momento a divisão possui uma série de estações nucleares de águas profundas do projeto de 1910 Cachalot, Paltus e Kalitka [mais conhecido como Losharik], bem como o submarino nuclear Podmoskovie convertido para transportar estações nucleares de águas profundas.

Além da sua aplicação militar, a divisão submarina também pode ser usada para fins civis, incluindo para prospecção da plataforma continental do Ártico.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar e capitão-de-mar-e-guerra na reserva Vasily Dandykin comentou que a criação da divisão de águas profundas foi estipulada pela situação estratégica militar e econômica do Ártico.

"No momento os submarinos norte-americanos estão intensificando sua presença, sendo que sua meta principal é impedir a atividade de nossos submarinos nucleares debaixo do gelo ártico. A divisão foi criada para provar que não estamos indefesos e que as ações irresponsáveis dos submarinos norte-americanos receberão uma resposta adequada", assinalou o analista.

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"A divisão é uma unidade única que não possui análogos em outras marinhas do mundo. Essa unidade é capaz de cumprir missões não somente locais, mas também estratégicas […] Estudos civis são tarefas secundárias que são importantes para a Passagem do Nordeste, portos e prospecção de recursos minerais", explicou Dandykin.

"Já por mais de uma vez foi repetido que o Ártico não é somente da Rússia e que a zona pertence a toda a humanidade. A marinha norte-americana intensificou sua atividade, o Canadá está desenvolvendo tropas árticas, a Noruega também se está envolvendo. Até mesmo países não árticos estão tomando medidas para desenvolver suas frotas de quebra-gelos. A zona fria do Ártico está se transformando em uma zona verdadeiramente quente. Para garantir sua segurança, a Rússia está intensificando sua presença terrestre, marítima e aérea'", concluiu o especialista.

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