Washington bloqueia declaração da ONU sobre investigação da violência na Faixa de Gaza

© AFP 2022 / Said KhatibManifestantes palestinos na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza
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Os EUA bloquearam novamente o projeto de declaração do Conselho de Segurança da ONU que pede uma investigação independente após a situação na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza se ter agravado drasticamente, comunicou aos jornalistas o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour.

"É bastante lamentável que há pouco um dos 15 países se tenha expressado contra, embora 14 países estivessem prontos para aceitar a declaração. É muito irresponsável e insensível por parte da delegação dos EUA", afirmou Mansour.

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O embaixador da Palestina acrescentou que tais decisões de Washington permitem ao exército israelense continuar a "pressão" contra os civis palestinos.

Por sua vez, o representante permanente de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que o Conselho de Segurança "deve condenar o Hamas, que utiliza crianças como escudo, pondo em risco as suas vidas, bem como acabar com as provocações, que contribuem para as tensões e a violência".

Nesta sexta-feira (6), na Faixa de Gaza tiveram lugar confrontos durante a Grande Marcha do Retorno — uma série de protestos anti-israelenses. Os manifestantes exigem o direito de regresso dos refugiados aos lares que abandonaram após a criação de Israel, em 1948.

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O exército israelense utilizou armas contra os participantes mais agressivos, o que resultou em, ao menos, 10 mortos entre os manifestantes.

No primeiro dia dos protestos, que começaram em 30 de março, os manifestantes sofreram 21 mortos e mais de 800 feridos, tornando este dia do confronto palestino-israelense no mais sangrento desde o verão de 2014.

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