Opinião: EUA não abandonarão Oriente Médio enquanto posições do Irã forem fortes

© AP Photo / Hussein MallaVeículos blindados norte-americanos na Síria
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Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump surpreendeu todo o mundo ao anunciar que os EUA retirarão as tropas da Síria "muito em breve" para que outros países "tomem conta [da situação no país]".

Contudo, após as declarações do presidente norte-americano quanto à Síria, a representante oficial do Pentágono, Dana W. White, durante uma coletiva de imprensa qualificou as informações sobre a breve retirada das tropas norte-americanas como "boatos". 

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"Ouvi boatos sobre a retirada das tropas da Síria. Sei que o presidente disse que isso acontecerá em breve. Nós alcançamos êxitos na luta contra o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], mas ele ainda não foi derrotado completamente. Estamos comprometidos em atingir o objetivo. Como nós sempre dissemos, nosso objetivo na Síria é a vitória sobre o Daesh. Nós quase alcançamos nossa meta, mas há mais a fazer", afirmou White durante o briefing.

Em entrevista à Sputnik Turquia, o ex-embaixador da Turquia em Paris e em Tripoli, Uluc Ozulker, comentou as declarações contraditórias da administração norte-americana e do Pentágono quanto à Síria.

"Toda essa confusão e contradição nas declarações das autoridades norte-americanas em relação à Síria demonstra que os EUA se confundiram completamente em sua posição e não estão percebendo claramente o que devem fazer", frisou.

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"Eles [os EUA] afirmam que não tencionam permanecer na Síria de forma permanente, contudo, isso não corresponde à realidade. Em minha opinião, o principal adversário dos EUA é o Irã, e depois vem a Rússia", explicou o especialista.

Uluc Ozulker assinalou que os EUA usam a Arábia Saudita para se aproximarem do Irã a partir do sul. Além disso, a Arábia Saudita e Israel vêm reforçando as relações. Neste sentido, há riscos de um ataque contra o Hezbollah. Enquanto as posições iranianas na região forem fortes, os EUA não a abandonarão, ressaltou.

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