Crimeia acusa Kiev de provocar nova 'Crise dos Mísseis'

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Kiev visa provocar segunda "Crise dos Mísseis", mas desta vez entre Ucrânia e Rússia, declarou o vice-presidente do Governo da Crimeia, Georgy Muradov.

O político criticou duramente as recentes declarações das autoridades ucranianas, que ameaçam deter todos os navios que partem dos portos da Crimeia. Segundo indicou Muradov, estas medidas seriam mais prejudiciais para a Ucrânia do que para a Rússia.

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Anteriormente, o representante do Serviço Fronteiriço da Ucrânia, Oleg Slobodyan, indicou que as forças de segurança ucranianas vão reagir às "infrações" dos navios que saem dos portos da península.

Em 25 de março, o navio pesqueiro russo Nord, que estava navegando com bandeira russa hasteada pelo mar de Azov, foi capturado pela guarda fronteiriça da Ucrânia e acompanhado ao porto ucraniano de Berdyansk.

Cinco dias depois, um tribunal ucraniano ordenou a detenção do navio. Por sua vez, o capitão foi incriminado de "violar as regras de entrada" na Crimeia, implicando em até cinco anos de cadeia, enquanto a tripulação foi proibida de sair da embarcação.

O departamento da Crimeia do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) abriu caso penal pelo sequestro de uma embarcação de transporte marítimo.

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Por sua vez, os marinheiros da Frota do Mar Negro se mostraram dispostos a patrulhar os mares de Azov e Negro. Segundo afirmaram os militares russos, trata-se de mais uma comprovação que Kiev aposta na "pirataria de Estado".

A Crise dos Mísseis de Cuba foi um conflito em plena Guerra Fria entre Washington, Moscou e Havana desatado em outubro de 1962, depois de os EUA terem descoberto a existência de bases de mísseis soviéticos no território cubano.

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