Rússia quer saber: o que aconteceu com animais de estimação do ex-espião Sergei Skripal?

© Sputnik / Yevgeny Biyatov / Abrir o banco de imagensBriefing da representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em Moscou (arquivo)
Briefing da representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em Moscou (arquivo) - Sputnik Brasil
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A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse nesta quarta-feira que a chancelaria russa está preocupada com a ausência de informações sobre os animais de estimação de Sergei Skripal, o ex-agente duplo russo que o Reino Unido acusa Moscou de ter envenenado.

Em conversa com jornalistas, Zakharova explicou que a divulgação de informações sobre o destino desses pets ajudaria na investigação do caso do antigo membro do Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU) e de sua filha Yulia, como afirmou em entrevista à mídia russa a sobrinha de Skripal, Viktoria, segundo a qual as gatas e os porquinhos-da-índia da família também deveriam ter sido contaminados se as duas vítimas tivessem mesmo sido envenenadas em casa, conforme alegou a Scotland Yard.

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"Nós checamos essa informação. Eu não vi isso sendo mencionado na mídia, mas fomos informados com confiança que a família Skripal tinha animais de estimação morando com eles", declarou a representante da diplomacia russa. 

De acordo com as autoridades britânicas, Sergei e Yulia teriam sido expostos à substância neurotóxica A-234 (também conhecida como Novichok), de origem soviética. Entretanto, até o momento, a fonte precisa do envenenamento não foi identificada. 

"Eis a questão para o Reino Unido: onde estão os pets? Qual é sua condição? Por que o Reino Unido está em silêncio sobre esse fato enquanto se mantém ocupado se referindo a fontes não identificadas na mídia", questionou Zakharova. 

Na última terça-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que o agente nervoso supostamente utilizado contra os Skripal pode ser produzido em cerca de 20 países, e que a Rússia faz questão de ter acesso à investigação que vem sendo conduzida na Inglaterra.

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