Damasco: EUA ajudaram Daesh a tentar estabelecer controle sobre petróleo sírio

© AFP 2022 / Youssef KarwashanPoço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)
Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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EUA estão tentando ganhar controle sobre campos petrolíferos da Síria, afirmou nesta quarta-feira (4) o vice-ministro da Defesa sírio, Mahmoud al-Shawa, no âmbito da Conferência de Segurança Internacional de Moscou.

Durante discurso, o vice-ministro assinalou que os EUA "Decidiram inventar vários pretextos para justificar a presença ilegal de suas bases e tropas no território sírio para estabelecer controle e domínio sobre os campos petrolíferos da Síria, com a finalidade de dividir o país".

Segundo al-Shawa, para isso os "EUA organizam preparativos e exploração dos restos das células terroristas do Daesh [proibido na Síria e em vários outros países], bem como sua recuperação".

Os EUA violaram de forma brusca as normas humanitárias durante realização das operações militares na Síria, adicionou Mahmoud al-Shawa.

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Ele apontou também que despois das forças da Rússia e do Irã "terem contribuído para o fim da guerra de desgaste", os EUA intensificaram sua presença no norte da Síria. 

"Isso foi acompanhado por agressão israelo-americana, violação brusca das normas da lei internacional para apoiar formações terroristas", declarou o vice-ministro.

Além disso, Mahmoud al-Shawa reafirmou que Damasco considera como agressão e ocupação a presença de quaisquer forças exteriores no território da Síria sem autorização do governo.

"Nós apelamos para que o Conselho da Segurança da ONU se responsabilize pela preservação da paz e segurança internacionais, ao pôr fim nos crimes da aliança norte-americana e agressão turca, que têm civis sírios como alvo e que visam arruinar a infraestrutura do país, o mesmo é sobre a agressão israelense", afirmou.

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"Surge a questão: como a paz pode existir e se fortalecer em nossa região se não repudiarmos tais ações agressivas de Israel e EUA? Nós reafirmamos que a presença de quaisquer forças exteriores no território da Síria sem autorização do governo é considerada como agressão e ocupação", ressaltou o vice-ministro sírio.

A coalizão de mais de 70 países liderada pelos EUA vem realizando operações militares na Síria e no Iraque. Os ataques da coalizão no Iraque são realizados em cooperação com as autoridades iraquianas, enquanto os [ataques] na Síria não foram autorizados pelo governo do presidente Bashar Assad.

A Rússia tem apoiado as forças do governo sírio em sua luta contra o terrorismo a pedido do presidente sírio desde 2015.

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