'Desmembrar e manter sua presença': eis os planos dos EUA na Síria, segundo analista

© AP Photo / Arab 24 networkPatrulha dos EUA nos arredores de Manbij, Síria
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Antes da declaração de Donald Trump sobre a retirada dos EUA da Síria, o Pentágono esteve elaborando um plano para enviar tropas adicionais para lá, segundo informou a mídia.

A informação foi divulgada pelo canal CNN se referindo a alguns representantes do Pentágono e da Administração do presidente norte-americano. Conforme informações obtidas pelo canal, se tratava do envio de dezenas de militares estadunidenses para o norte da Síria. De acordo com as fontes, o assunto esteve sendo discutido durante dias antes da declaração de Trump sobre a retirada das tropas do país árabe.

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No fim de março, Donald Trump, discursando no estado de Ohio, disse mais uma vez que os EUA deixarão a Síria em breve "para que outros tomem conta". As declarações deste caráter não têm nenhuma novidade, já que Trump ainda durante a campana eleitoral fez anúncios semelhantes, mas as tropas estadunidenses ainda continuam na Síria.

Como se pode explicar tais divergências entre o presidente e o Departamento de Defesa dos EUA? Para Vladimir Fitin, especialista do Instituto Russo de Pesquisas Estratégicas, tudo isso revela que dentro da Administração do presidente dos EUA reinam a bagunça e contradições.

"As informações sobre preparativos dos EUA para reforçarem sua presença na Síria realmente contradizem as declarações de Trump feitas em Ohio. Todas essas divergências são mais uma prova da bagunça e contradições existentes dentro da Administração do presidente dos EUA. Foi difícil nos acostumarmos a isso, mas já nos acostumamos", frisou.

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No que diz respeito à presença americana na Síria, Fitin opinou para serviço russo da Rádio Sputnik sobre o que faz os EUA estarem tão interessados neste país árabe e quais são seus planos.

"Quanto à presença militar dos EUA [na Síria] é difícil pressupor que os americanos decidam diminuí-la, ou mesmo deixar o país, pois seu objetivo estratégico é desmembrar este país, ou separar pelo menos sua parte nordeste, e manter sua presença em uma região criticamente importante do Oriente Médio", resumiu.

Os EUA e seus aliados estão realizando uma operação antiterrorista na Síria e no Iraque, atuando na Síria sem permissão das autoridades oficiais do país.

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