Senado russo aponta principais interferências externas nas eleições presidenciais

© Sputnik / Nina Zotina / Abrir o banco de imagensPessoa votando nas eleições presidenciais em 18 de março
Pessoa votando nas eleições presidenciais em 18 de março - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
A Comissão de Defesa da Soberania Estatal do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo) definiu as direções de interferência externa contra a soberania eleitoral da Rússia, informou o chefe da Comissão, Andrei Klimov.

"Esses fatos ocorreram, eles foram detectados", declarou o senador.

Vladimir Putin fala à Assembleia Federal da Rússia em 1 de março de 2018 - Sputnik Brasil
Putin: Rússia não incentiva e não faz interferência em eleições de outros Estados
Segundo Klimov, trata-se de "pesquisas sociais sobre a atitude dos cidadãos em relação aos dirigentes do país, e da região, realizadas com financiamento estrangeiro".

O político disse que se trata de tentativas de impor a certos candidatos à Presidência russa, incluindo os que não podem ser registrados com base na legislação vigente do país.

"A transmissão em idiomas dos povos da Rússia para o território do nosso país com uma propaganda aberta visa influenciar a participação dos cidadãos na votação", explicou Klimov, sublinhando que este tipo de ações ocorreu inclusive no "Dia do Silêncio" em 17 de março, na véspera das presidenciais passadas.

O senador também mencionou as medidas das autoridades da Ucrânia, que impediram a votação dos cidadãos russos no território ucraniano, ressaltando que isso afetou 72 mil eleitores.

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com premiê britânica, Theresa May, na Sala Oval na Casa Branca em Washington - Sputnik Brasil
Deputado russo: 'EUA abrem 2ª frente na guerra de informação contra Rússia'
Mais uma direção de interferências foram os ciberataques contra serviços informáticos da Comissão Eleitoral Central, o financiamento do exterior de participantes ativos do processo eleitoral que não eram candidatos, indicou.

"A declaração sobre não reconhecimento das eleições na Crimeia e Sevastopol também é uma tentativa de intromissão na votação de fora", comentou.

Além disso, Klimov recordou a fabricação de situações especiais no exterior antes das eleições com o objetivo de estimular a divisão na sociedade russa, na elite empresarial e política. Como exemplo, Klimov citou a publicação dos Estados Unidos da chamada "Lista do Kremlin" com 114 nomes de altos funcionários da Rússia e 96 grandes empreendedores que poderiam ser alvo de sanções, escândalos esportivos de doping envolvendo Moscou; o recente caso Skripal do ex-espião russo, bem como a campanha de difamação na mídia e redes sociais estrangeiras contra a gestão do presidente russo, Vladimir Putin, entre outras.

Nas eleições presidenciais que decorreram em 18 de março, Putin foi reeleito com mais de 76% dos votos para um novo mandato de seis anos.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала