Linha geral dos EUA é 'ter sempre a Rússia na mira', diz especialista

© AFP 2022 / Daniel Mihailescu Exercícios da OTAN no Mar Negro
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Ao longo da última semana, vinte e três aviões estrangeiros efetuaram voos de reconhecimento perto das fronteiras russas, o que representa um nível inédito de atividade, disse à Sputnik o especialista em assuntos militares Vladimir Kozin.

Mais cedo, a edição oficial do Ministério da Defesa da Rússia, Krasnaya Zvezda, comunicou que os caças das forças de defesa antiaérea do país tiveram que decolar por seis vezes para interceptar ou acompanhar as aeronaves estrangeiras.

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"Não chegou a ser violado o espaço aéreo da Rússia", comunicou o jornal.

O professor da Academia de Ciências Militares da Rússia e especialista sênior do Centro de Estudos Militares e Políticos do Instituto das Relações Exteriores da Rússia (MGIMO), Vladimir Kozin, comentou as atividades dos aviões da OTAN perto das fronteiras russas para o serviço russo da Rádio Sputnik.

"É uma atividade invulgar. Entretanto, não foram apenas as atividades comuns de reconhecimento no espaço aéreo que aumentaram. Aumentaram também os voos da aviação estratégica pesada dos EUA, que é portadora de armas nucleares, perto do espaço aéreo russo. No ano passado, os norte-americanos transferiram para a base aérea de Fairford, no Reino Unido, três tipos de seus bombardeiros estratégicos ao mesmo tempo. Mas eles não ficaram nas Ilhas Britânicas, pois voavam sobre o mar Báltico, enquanto um deles até aterrissou na base aérea estoniana de Amari, o que é muito perto de nós", frisou o entrevistado.

Além disso, o especialista assinalou que as atividades da OTAN não se limitaram apenas a isso.

"A atividade naval aumentou quatro vezes perto da nossa costa, tanto no Báltico, como no mar de Barents e no mar Negro. Os navios norte-americanos com mísseis não param de visitar as águas do mar Negro. Em geral, as atividades militares da OTAN contra nós aumentaram cinco vezes, isso dão dados relatados pelo secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg. Isto tem a ver com a linha geral dos EUA, ou seja, ter sempre a Rússia na mira", resumiu.

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