Ancara promete tomar medidas caso Bagdá falhe em realizar operação contra curdos

© AFP 2022 / Mustafa OzerMilitares turcos na fronteira entre a Turquia e Iraque
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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o chefe de inteligência do país vai se encontrar com um representante das autoridades iraquianas no final do dia para discutir a potencial operação em Sinjar (cidade no Curdistão iraquiano).

Nesta segunda-feira (26), o líder da Turquia afirmou que Ancara fará tudo o que for necessário caso o Iraque falhe em limpar a cidade de Sinjar dos curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia.

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"Ontem eu recebi dados dos nossos serviços de inteligência que as autoridades iraquianas iniciaram algumas ações [militares] em Sinjar [contra PKK]. Nós estamos monitorando o que se passa ali", afirmou o titular.

"Hoje virá do Iraque à Turquia um representante oficial do governo e depois das conversações entre ele e o chefe da nossa inteligência surgirão resultados concretos. Gostaríamos que as autoridades do Iraque realizassem essa operação por conta própria, contudo, caso haja problemas, nós realizaremos novas conversações com Bagdá e faremos tudo o que for necessário", assinalou Erdogan aos jornalistas.

Anteriormente, o presidente turco afirmou repetidamente que a operação militar de Ancara na Síria contra as formações curdas compreenderá as regiões de Manbij e de Idlib, avançando até à fronteira com o Iraque.

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A cidade iraquiana de Sinjar e as áreas adjacentes, povoadas principalmente por curdos yazidis, foram conquistadas pelos terroristas da organização Daesh (proibida na Rússia e em vários outros países) no início de 2014. Milhares de pessoas foram mortas ou tornadas escravas.

Em dezembro de 2015, os combatentes do PKK conseguiram libertar Sinjar e formaram na área forças de autodefesa.

No início de 2017, as autoridades do Curdistão iraquiano exigiram que o PKK retirasse as suas tropas da área. De acordo com os veículos da mídia leais ao PKK, isso foi feito devido à pressão por parte de Ancara, que considera o PKK como organização terrorista.

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