'Não é nossa missão' provocar forças do governo sírio, diz Coalizão liderada pelos EUA

© REUTERS / Rodi SaidAs forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017.
As forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017. - Sputnik Brasil
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A Coalizão liderada pelos Estados Unidos, que luta contra o grupo terrorista Daesh no Iraque e na Síria, não considera uma missão provocar tropas do governo sírio e só vai combatê-las em autodefesa, disse o porta-voz da Operação Inherent Resolve, o coronel Ryan Dillon à Sputnik.

"Essa não é a nossa missão", disse Dillon em uma entrevista por telefone concedida de Bagdá, quando perguntado se a Coalizão tentaria evitar a provocação das forças sírias. "Houve ocasiões em que nos envolvemos com as forças sírias. Todas eram estritamente em autodefesa".

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Dillon também disse que as forças dos Estados Unidos entraram em contato com suas contrapartes russas para discutir um aumento das forças pró-governistas perto de uma base da Coalizão no leste da Síria.

"Temos visto um lento crescimento de forças no lado leste do rio Eufrates", contou. "Comunicamos isso a nossas contrapartes russas na Síria… Nossa intenção é desescalar por meio do diálogo".

Dillon disse que a coalizão não hesitaria em se defender se for alvo de ameaças.

"Nós deixamos muito claro no passado pela ação e também pelo nosso diálogo verbal que nos defenderemos", disse Dillon.

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Em 7 de fevereiro, a Coalizão disse ter realizado ataques aéreos defensivos contra as forças pró-governo na Síria que atacaram a sede das Forças Democráticas da Síria (SDF), apoiadas pelos Estados Unidos, a leste do rio Eufrates.

Autoridades dos EUA disseram mais tarde que pelo menos 100 soldados das tropas pró-governo sírias foram mortas no confronto. A Coalizão não contabilizou mortos ou feridos.

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