Caso Skripal: OTAN declara apoio ao Reino Unido

© REUTERS / Emmanuel Dunand/Pool Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, posa para foto com secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, na sede da organização, em Bruxelas, Bélgica.
Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, posa para foto com secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, na sede da organização, em Bruxelas, Bélgica. - Sputnik Brasil
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A OTAN está preparada para ajudar o Reino Unido a investigar o ataque contra o ex-oficial de inteligência russo Sergei Skripal e sua filha em Salisbury, disse o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, durante uma entrevista coletiva.

"Aliados da OTAN se ofereceram imediatamente após o ataque para a dar suporte à investigação em curso, se assim solicitado pelo Reino Unido", disse Stoltenberg nesta segunda-feira (19). A declaração foi dada em um comunicado conjunto ao lado do secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson. 

Sergei e Yulia Skripal, foram encontrados inconscientes em Salisbury em 4 de março, após serem supostamente envenenados. 

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O incidente criou uma crise diplomática que vem crescendo nas últimas semanas. Nesta segunda-feira (19), a Polônia deu indícios que pode expulsar diplomatas russos em solidadariedade ao Reino Unido, enquanto a Suécia convocou o embaixador russo a dar explicações sobre o caso.

A primeira-ministra britânica Theresa May culpou a Rússia pelo incidente na Rússia, cortando relações bilaterais com o país e expulsando seus diplomatas do país. Segundo suas declarações a substância utilizada no ataque teria sido fabricada na União Soviética.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, chegou a afirmar que a substância poderia ter sido fabricada nos Estados Unidos, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Eslováquia. Essa declaração gerou reações negativas dos dois últimos países, que refutaram a possibilidade. 

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A ministra sueca das Relações Exteriores, Margot Wallstrom, chegou a afirmar, no sábado (17), que a suposição era "inaceitável". 

A Rússia refuta as acusações, e apesar de oferecer uma investigação mútua, retaliou as ações britânicas, declarando 23 funcionários da embaixada do Reino Unido em Moscou personae non gratae.

Sergei e Yulia permanecem em estado crítico.

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