Putin é demonizado no Ocidente porque desafia ordem mundial unipolar, diz analista

© REUTERS / Yuri Kadobnov/POOLCandidato à Presidência da Rússia, Vladimir Putin, entrega seu voto nas presidenciais, em 18 de março de 2018
Candidato à Presidência da Rússia, Vladimir Putin, entrega seu voto nas presidenciais, em 18 de março de 2018 - Sputnik Brasil
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No domingo (18) os russos escolheram o presidente que governará o país nos próximos 6 anos. Apuração de 99,8% dos votos mostra que o presidente atual, Vladimir Putin, tem 76,65% dos votos. Entretanto, alguns países ocidentais não conseguem aceitar esse resultado.

O jornalista investigador, Rick Sterling, explicou à Sputnik Internacional, por que o Ocidente não consegue aceitar o resultado das eleições russas.

Segundo ele, "no Ocidente se observa uma demonização constante da Rússia e do presidente Vladimir Putin". Putin disfruta de um apoio elevado entre os cidadãos russos, mas a mídia e governos ocidentais não conseguem aceitar esse fato porque foi Putin quem transformou a Rússia de um país com um estado econômico fraco em uma potência que pode apoiar outros países.

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"A verdadeira aposta nesta batalha é a questão se existe uma única superpotência que domina o mundo – os EUA", comentou Rick Sterling.

Ele sublinha que muitas elites norte-americanas acreditam que os EUA devem permanecer a única potência mundial. Entretanto, isso não é do interesse da maioria do povo norte-americano que paga impostos, porque os gastos militares representam 56% do orçamento discricionário do país.

"Os gastos militares norte-americanos são maiores que os dos oito países seguintes em conjunto. É uma situação muito triste, mas na realidade a elite dos EUA pensa que eles têm o direto de dominar o mundo e se outro país escolhe um caminho independente, isso deve ser prevenido", comentou o especialista.

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Sterling deu como exemplo a situação atual na Síria.

"Em seu abono, a Rússia chegou ali e, de acordo com o direito internacional, ajudou o governo sírio a defender-se, enfurecendo a elite dos EUA ou os neoconservadores – os 'falcões da guerra' nos EUA. Acho que é isso que realmente está por trás da demonização de Vladimir Putin e da Rússia neste momento", concluiu o especialista.

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