'Sou um fantasma': tribunal romeno decreta morte de homem vivo

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Um romeno de 63 anos tem vivido um verdadeiro pesadelo depois de o tribunal se ter recusado a reconhecer que ele está vivo.

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Constantin Reliu, fotógrafo da cidade de Vaslui, tem tentado provar em vão que está vivo depois de a sua mulher ter oficialmente registrado a sua morte e obtido a certidão de óbito.

O porta-voz do tribunal disse na sexta-feira (16) aos repórteres que Constantin Reliu perdeu o processo por ter apresentado a apelação "demasiado tarde", comunica a agência de notícias Associated Press.

A decisão judicial não pode ser apelada.

Segundo a mídia, Constantin Reliu emigrou para a Turquia em 1992 em busca de trabalho e perdeu os contatos com sua família romena. Não tendo recebido nenhumas notícias do marido, a sua mulher obteve a certidão de óbito em 2016.

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Passados dois anos, as autoridades turcas expulsaram Reliu do país por o prazo de permanência ter expirado. Ao regressar à Romênia no início do ano, ele soube que fora declarado morto.

"Sou um fantasma vivo. Estou oficialmente morto embora esteja vivo, não tenho receitas e, por ser considerado morto, não posso fazer nada", queixou-se.

Em 2016, um tribunal distrital em Kemerovo, Rússia, reconheceu um homem vivo depois de ter sido considerado oficialmente morto. A confusão aconteceu depois da morte de outro cidadão de Kemerovo com o mesmo nome, apelido e data de nascimento.

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