Moscou qualifica acusações de envenenamento de ex-espião russo como propaganda

© REUTERS / Toby MelvillePolícia britânica na área interditada, onde o ex-espião Sergei Skripal foi encontrado com sintomas de envenenamento
Polícia britânica na área interditada, onde o ex-espião Sergei Skripal foi encontrado com sintomas de envenenamento - Sputnik Brasil
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O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou nesta sexta-feira (9) que Moscou considera as acusações de envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal como propaganda.

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"Não é sério, trata-se de pura propaganda, de exacerbar a histeria", assinalou Lavrov. 

Enquanto isso, o chanceler russo afirmou que a Rússia está disposta a prestar assistência na investigação do incidente caso isso seja solicitado a Moscou.

"Caso haja interesse em nossa assistência na investigação, quer do envenenamento de cidadãos britânicos, quer dos rumores sobre interferência na campanha presidencial dos EUA ou outros assuntos, se realmente essa ajuda for necessária, estamos prontos a considerar tal possibilidade", destacou.

"Contudo, para tratar de tais assuntos, não é preciso correr à televisão e apresentar acusações infundadas, mas sim solicitar a assistência de forma profissional, utilizando os canais disponíveis", acrescentou. 

Policiais em Londres (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
Suposto ex-espião russo é internado com sintomas de envenenamento na Inglaterra
Skripal, antigo agente do Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU), condenado na Rússia por traição, foi encontrado nesta segunda-feira (5) inconsciente em um banco no shopping da cidade inglesa de Salisbury, junto com a sua filha Yulia, ambos com suspeita de envenenamento. No momento, os dois se encontram em um estado crítico.

Posteriormente, a Scotland Yard afirmou que os dois teriam sido vítimas de tentativa de homicídio através da administração de um agente nervoso, cujo nome não foi revelado. Até o momento, não foram reveladas pistas sobre quem poderia ter estado por trás do ataque.

Embora condenado na Rússia em 2006, por vender informações confidenciais para o serviço secreto britânico, o ex-espião acabou sendo perdoado e deixou o país após uma troca de prisioneiros entre a Rússia e os Estados Unidos. Hoje, ele vive na Inglaterra na condição de asilado.

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