Quais interesses China tem no Alasca?

© AFP 2022 / MANDEL NGANGlaceiro no Parque Nacional dos Fiordes de Kenai. 1 de setembro 2015. Seward, Alasca.
Glaceiro no Parque Nacional dos Fiordes de Kenai. 1 de setembro 2015. Seward, Alasca. - Sputnik Brasil
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O financiamento e desenvolvimento chinês de campos de gás pela China no Alasca será um dos principais assuntos abordados, em maio deste ano em Pequim, pelo governador norte-americano Bill Walker. A participação nesse projeto permitirá que a China amplie a compra de gás natural liquefeito (GNL) no mercado mundial.

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Em novembro de 2017, Bill Walker e Keith Meyer, presidente da Alaska Gasline Development Corp, assinaram um acordo em Pequim, na presença do Xi Jinping da República da China e do presidente norte-americano Donald Trump, referente à realização do projeto de liquefação de gás natural. O valor do projeto é de 43 bilhões de dólares.

De acordo como o especialista russo Aleksei Gromov, os investidores norte-americanos guardavam esse projeto até o último momento devido às situações econômicas que estão permanecendo no mundo internacional de gás.

"A China se mostrou bastante interessada em criar desenvolvimento conjunto nesse campo, o que os EUA consideraram um sucesso diplomático por parte do Donald Trump […] Ao mesmo tempo, a China ainda não chegou a uma decisão final e mostrou somente suas intenções e interesse nesse projeto […]", comentou Gromov à Sputnik China.          

O contrato está programado para o fim de 2018. O projeto de liquefação de gás natural unirá o sul ao norte do estado: na cidade de Nikiski (Alasca), uma fábrica de liquefação de gás natural deverá ser construída, a qual será conectada ao complexo de campos de gás Prudhoe Bay, no norte da Alasca, através de um gasoduto de 1.280 km. O volume estimado de produção será de 27,6 bilhões de metros cúbicos por ano.

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"Se tomar a decisão de participar do projeto, a China certamente dará um novo impulso à remessa de GNL, a médio prazo, para o mercado chinês. Isso inclui a estratégia global chinesa, porque, no final de 2017, a China ocupou o segundo lugar no mundo em importação de GNL, atrás apenas do Japão […]", disse o especialista.

Desde 2011, a China tem sido o maior parceiro comercial do Alasca. O volume de exportação do Alasca para a China totalizou-se em 1,18 bilhão de dólares em 2016. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump prossegue com uma política de isolacionismo e protecionismo comercial, o que prejudica suas relações com a China. O Alasca e a Califórnia, entre outros estados americanos, querem promover contratos econômicos com a China, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da economia e comércio dos EUA. A cooperação mútua permitirá que ambas as partes colham seus frutos de um modo melhor e mais rápido, e minimize as consequências dos atritos comercias e desentendimentos em nível internacional.

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