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Ucrânia 'sai da dependência de gás russo' e compra por preço 4 vezes mais caro

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensGasoduto na região de Donetsk
Gasoduto na região de Donetsk - Sputnik Brasil
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A Ucrânia compra gás da Europa por um preço quatro vezes mais caro do que o da Gazprom da Rússia. No entanto, segundo Yuri Vitrenko, diretor da Naftogaz, a empresa "ganha para os ucranianos e não desperdiça dinheiro".

"Em um dia, a Naftogaz trocou o gás fornecido pela Gazprom por gás da Europa", escreveu Vitrenko em sua conta no Facebook.

Ele agradeceu a todos os "ucranianos conscientes" por reduzir o consumo de combustível. Segundo ele, depois que a Gazprom parou seu fornecimento de gás, a Ucrânia precisava "aguentar mais um dia".

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Além disso, o diretor comercial da Naftogaz expressou a convicção de que a Gazprom "caiu na própria armadilha que havia preparado para a empresa ucraniana", porque a Ucrânia conseguiu importar a matéria-prima da Europa e "saiu da dependência do gás da Rússia".

A Gazprom se recusou a enviar gás à Ucrânia devido à falta de um protocolo de acordo sobre o fornecimento e devolveu o adiantamento. No sábado (3), Aleksandr Medvedev, vice-presidente do conselho da empresa russa, anunciou o início do procedimento da dissolução de contratos no Tribunal de Arbitragem de Estocolmo. 

De acordo com o presidente do conselho da Gazprom, Aleksei Miller, o motivo foi a decisão "assimétrica" da Arbitragem de Estocolmo em relação aos contratos com a Naftogaz, que "significativamente violou o equilíbrio de interesses das partes".  

Ele também enfatizou que a empresa russa não pretende "resolver os problemas econômicos da Ucrânia" por contra própria.

"A continuação dos contratos é economicamente inviável e nada lucrativo para a Gazprom", disse.

Para a empresa ucraniana, a decisão da Gazprom é considerada de caráter político.

Devido ao frio e a falta de gás, as autoridade da Ucrânia limitaram o fornecimento até 6 de março.

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No sábado (3), em Kiev foi anunciado que o país sobreviveu com sucesso ao pior dia durante a crise do gás. Assim, o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, declarou que a situação se estabilizou e que aumentou significativamente os volumes de fornecimentos de combustível da Polônia, Eslováquia e Hungria, e que o déficit está completamente coberto.

"Hoje, a situação com o fornecimento de gás está estável: temos gás suficiente armazenado, gás de produção própria e importado", escreveu Pyotr Poroshenko em seu blog no Twitter.

O especialista político Andrei Suzdaltsev disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que as autoridades de Kiev estão esperando por dividendos que cubram as perdas recorrentes da rescisão do contrato com a Gazprom.

"Mas eles pensam que a demonstração de que romperam com a Gazprom, ou seja, Moscou, mais cedo ou mais tarde trará tais dividendos e permitirá cobrir todas as perdas", conclui.

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