Especialista russo analisa capacidade de radares orbitais dos EUA

© AP Photo / Vadim GhirdaPortadores da bandeira da Marinha dos EUA, celebrando a inauguração de uma base de defesa de mísseis, em Deveselu. Da cerimônia de abertura participaram autoridades oficias dos EUA, OTAN e Romênia em uma base originalmente estabelecida pela União Soviética em Deveselu, no sul da Romênia, 12 de maio de 2016. A base de defesa de mísseis dos EUA na Romênia, visando proteger a Europa das ameaças de mísseis balísticos, foi declarada operacional na quinta-feira, provocando a ira da Rússia que alegou ter um sistema militar avançado em sua antiga área de influência (AP Photo/Vadim Ghirda)
Portadores da bandeira da Marinha dos EUA, celebrando a inauguração de uma base de defesa de mísseis, em Deveselu. Da cerimônia de abertura participaram autoridades oficias dos EUA, OTAN e Romênia em uma base originalmente estabelecida pela União Soviética em Deveselu, no sul da Romênia, 12 de maio de 2016. A base de defesa de mísseis dos EUA na Romênia, visando proteger a Europa das ameaças de mísseis balísticos, foi declarada operacional na quinta-feira, provocando a ira da Rússia que alegou ter um sistema militar avançado em sua antiga área de influência (AP Photo/Vadim Ghirda) - Sputnik Brasil
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"Radares orbitais poderiam ajudar aos EUA a rastrear alvos hipersônicos, mas não interceptariam essa arma de alta precisão", declarou à Sputnik o especialista militar russo Viktor Murakhovsky.

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Anteriormente, o general John Hyten, chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, anunciou que os EUA devem desenvolver um sistema de radares de posicionamento orbital para combater armas hipersônicas e que ele não considera os sistemas de detecção terrestres suficientes para isso.

"Radar é um meio de detecção e não uma arma de fogo ou destruição. Por isso, talvez, ele [John Hyten] supõe que a possibilidade de detecção de lançamentos de armas hipersônicas possa combater tais armas", disse Murakhovsky.

Ele comentou que a principal tática para combater ataques de mísseis está em antimísseis. Mísseis balísticos podem ser interceptados em umas das fases de sua trajetória "previsível". No caso de arma hipersônica, nenhum antimíssil poderá atingir "tal velocidade e temperatura".

"Portanto, o radar pode somente ajudar a rastreá-la [arma hipersônica] e mandar um alerta a tempo para que 'todos vão a seus bunkers, quem os tiver'", acrescentou o especialista.

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