Londres ameaça Damasco com ataques aéreos caso uso de armas químicas seja provado

© AFP 2022 / JM LOPEZ Simulação de como responder a um ataque de armas químicas na cidade síria de Aleppo
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O chanceler britânico, Boris Johnson, afirmou que o Reino Unido poderia apoiar a ideia de realizar ataques aéreos contra o governo sírio se surgir alguma evidência do uso de armas químicas.

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"Se soubermos que isso aconteceu e o pudermos demonstrar, se houver uma proposta de ação na qual o Reino Unido possa ser útil, acho que deveríamos considerá-la com toda a seriedade", disse o diplomata à BBC.

Esta declaração foi pronunciada um dia após a organização não-governamental Capacetes Brancos ter afirmado que o governo sírio teria alegadamente empregado gás de cloro na região de Ghouta Oriental, matando uma criança e provocando "asfixia maciça" entre os civis.

Os Capacetes Brancos foram muitas vezes acusados de falsificar informações sobre sua atuação na Síria e encenar tentativas de "resgate" em seus vídeos propagandísticos.

Embora tenha sido repetidas vezes acusada de ter usado armas químicas, a Síria tem negado expressamente possuí-las, pois todo o seu arsenal foi eliminado alguns anos atrás, tendo a completa destruição destas armas sido confirmada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).  

Mais cedo, a mesma ameaça foi feita pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que disse no início deste mês que lançaria ataques aéreos contra Damasco caso se descobrisse que o governo do país realmente usou armas de destruição maciça contra a população civil.

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