Aeronave estadunidense visa conter China na Ásia-Pacífico

© AFP 2022 / CARL COURT / AFPAeronave da Marinha dos EUA, P-8A Poseidon, produzida pela Boeing
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Os EUA estão usando o avião de patrulha marítima P-8A Poseidon para vigiar a China de perto e contrariar as suas ambições na região Ásia-Pacífico, opina a diretora de programas do Instituto Lexington (Kentucky, EUA), Rathna K. Muralidharan, em um artigo publicado no portal RealClear Defense.

A especialista explicou que Washington fornece aviões de última geração aos países da região Ásia-Pacífico para "defender as fronteiras" dos atores da região perante as supostas "ameaças potencias".

Segundo Muralidharan, os aliados dos EUA, a Coreia do Sul e Nova Zelândia, receberam a aprovação de Washington para adquirir aviões P-8A Poseidon, enquanto a Malásia, a Indonésia e o Vietnã também já expressaram seu interesse em comprar o avião militar norte-americano.

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O P-8A Poseidon, baseado no Boeing 737, representa a última geração de aviões antissubmarino. Trata-se de um avião capaz de efetuar patrulhas marítimas de longo alcance para detectar submarinos inimigos.

O avião foi projetado para a guerra de superfície, inteligência e vigilância e tem maior capacidade de carga que o Boeing. Além disso, o P-8A Poseidon é capaz de carregar armas como os mísseis antinavio Harpoon ou os torpedos Mk-54.

A Índia e a Austrália foram os primeiros países a comprar o P-8A Poseidon e, atualmente, planejam aumentar a sua frota de aviões para vigiar "a expansão da China nos oceanos Pacífico e Índico".

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Para os EUA, é essencial que seus aliados na região estejam "bem equipados" para "manter a estabilidade na Ásia Oriental", sublinhou a especialista. Tendo em consideração que os EUA mantêm laços fortes com a Índia, a Austrália e a Coreia do Sul, a cooperação "tem grande potencial", explicou Muralidharan.

"Provocações" e "medidas necessárias"

Nos últimos meses ocorreu uma série de incidentes entre Washington e Pequim em águas disputadas do mar do Sul da China.

Em outubro de 2017, um destróier norte-americano entrou nas águas territoriais das Ilhas Paracel, reclamadas pela China. Em resposta, Pequim enviou uma fragata, dois caças e um helicóptero, acusando os EUA de “provocação”.

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Quando em 17 de janeiro de 2018 um navio de guerra entrou no mar do Sul da China, Pequim anunciou que tomaria as "medidas necessárias".

Enquanto a China qualifica as ações dos EUA como "violações da soberania e dos interesses de segurança" nacionais, Washington declarou que elas estão de acordo com o direito internacional, que reconhece a liberdade de navegação de qualquer Estado nas águas em questão.

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