Gâmbia suspende uso da pena de morte

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O novo presidente da Gâmbia, Adama Barrow, anunciou neste domingo (18) a suspensão da pena de morte em seu país - rompendo a prática do antigo mandatário, o ditador Yahya Jammeh.

Barrow, que antes de ser presidente trabalhou como segurança em Londres, foi eleito presidente em dezembro de 2016 e assinou um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a pena capital.

Em discurso pelo aniversário de 53 anos de independência do Reino Unido, Barrow afirmou que a suspensão é um primeiro passo rumo ao fim da pena de morte no país.

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A última vez que a pena capital foi utilizada no país foi em 2012, quando nove soldados foram mortos, ainda durante o regime de Jammeh — que comandou o país de 1,7 milhão de habitantes por 22 anos.

"Ganhamos a guerra contra a ditadura, que é a parte mais fácil. Manter a paz para a nossa democracia prosperar será o nosso maior desafio", disse Barrow.

Ele acrescentou que "erros serão cometidos, mas vamos corrigi-los enquanto trabalhamos para aperfeiçoar a nova Gâmbia".

Nações colonizadas pela França na África Ocidental, como o Benim, República do Congo e Guiné tomaram todos os passos para acabar com a pena de morte nos últimos anos. Já os países que foram colônias do império britânico seguem utilizando a pena capital.

Ativistas esperam que mais estados sigam o exemplo da Gâmbia.

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