Marinha dos EUA: Pequim está militarizando mar do Sul da China com 7 novas bases

© AP Photo / Iniciativa de Transparência Marítima da Ásia do CSIS/DigitalGlobe Imagem de satélite mostrando o recife de Fiery Cross no arquipélago Spartly no mar do Sul da China, onde Pequim teria construído instalações em 2017, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS)
Imagem de satélite mostrando o recife de Fiery Cross no arquipélago Spartly no mar do Sul da China, onde Pequim teria construído instalações em 2017, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) - Sputnik Brasil
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Pequim expandiu sua presença militar no mar do Sul da China ao construir sete novas bases, segundo afirmou nesta semana o chefe do Comando do Pacífico dos EUA ao Congresso.

"No ano passado, a China ocupou as ilhas reclamadas do mar do Sul da China com hangares de aviões, quartéis militares e pistas estendidas ao ponto de a China ter sete bases operacionais na hidrovia internacional agitada", disse o almirante da Marinha estadunidense, Harry Harris.

A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo). - Sputnik Brasil
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Além de hangares e quartéis, as instalações chinesas compreendem radares, armazéns de armas e pistas de 3 quilômetros, acrescentou.

Segundo o almirante, o exército chinês está rapidamente alcançando os EUA "em quase todas as áreas".

A China "está tentando afirmar de fato a soberania quanto aos elementos marítimos disputados militarizando ainda mais suas bases", comentou Harris.

Anualmente, através do mar do Sul da China passam mercadorias no valor de trilhões de dólares. Ilhotas e certas regiões da via marítima são disputadas por vários países, dentre eles China, Brunei, Vietnã, Taiwan, Malásia e Filipinas.

Pequim "está utilizando seu poder econômico e militar para minar a ordem internacional aberta e livre", opina o almirante norte-americano.

Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China, 11 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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A China, porém, não é o único país a aumentar sua presença militar na região. O chanceler russo, Sergei Lavrov, advertiu que a presença militar crescente dos próprios Estados Unidos na área pode causar confrontos.

"Acho que é um jogo perigoso. Os EUA estão olhando não apenas para a Coreia do Norte, embora justifique sua presença militar através da questão norte-coreana, mas também para o mar do Sul da China onde Pequim está negociando com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) a resolução de assuntos relacionados aos territórios disputados", explicou.

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