Que papel 'Grande Rússia' desempenhou na demissão do chanceler holandês?

© Sputnik / Grigory Sysoev / Abrir o banco de imagensPresidente da Rússia Vladimir Putin fala perante a Assembleia Federal russa, Kremlin, Moscou, Rússia, 1 de dezembro de 2016
Presidente da Rússia Vladimir Putin fala perante a Assembleia Federal russa, Kremlin, Moscou, Rússia, 1 de dezembro de 2016 - Sputnik Brasil
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A ministra holandesa do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Sigrid Kaag, foi nomeada chefe interina do Ministério das Relações Exteriores após o ex-chanceler Halbe Zijlstra ter se demitido por inventar um encontro com Vladimir Putin.

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Anteriormente, Halbe Zijlstra admitiu em entrevista ao jornal Volksrant não ter participado de uma reunião com o presidente russo em 2006, durante a qual Putin teria dito que considerava Bielorrússia, Ucrânia, países Bálticos e Cazaquistão como parte da "Grande Rússia".

Segundo o diplomata, ele soube das afirmações de Putin de um colega seu e mentiu para não comprometer o verdadeiro participante do encontro. Após a confissão, Zijlstra decidiu deixar o cargo.

Mais tarde, foi informado que além de inventar um encontro com Putin, o ex-chefe da diplomacia holandesa interpretou mal as palavras do líder russo.

Ex-dirigente da petrolífera Shell, Jeroen van der Veer, afirmou que foi ele quem participou do encontro com Putin e afirmou nunca ter dito o que Zijlstra falou sobre a ideia expansionista do presidente russo. De acordo com Veer, Putin disse que "historicamente a 'Grande Rússia' é maior do que a Rússia atual", mas Zijlstra interpretou como o desejo de Putin de influenciar nos territórios ex-soviéticos.

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A embaixada da Rússia na Holanda, por sua vez, declarou que o incidente em questão é um assunto interno da Holanda, mesmo assim Moscou acredita que as supostas "ambições expansionistas" da Rússia não passam de falsas notícias.

Segundo um comunicado da embaixada, as tentativas de atribuir à Rússia "ambições da Grande Rússia" são infundadas e só podem vir "daqueles que estão interessados em mostrar a Rússia como um inimigo […] e que está expandindo a infraestrutura da OTAN para o leste, provocando um confronto militar".

Em 14 de fevereiro, Zijlstra deveria ter se encontrado com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, mas devido ao incidente a reunião foi adiada.

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