Acordos de Minsk: 3º aniversário das promessas de paz fracassadas

© AP Photo / Irina GorbasevaTanques ucranianos na região de Donbass
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Há três anos, em 12 de fevereiro de 2015, os representantes da Alemanha, Rússia, França e Ucrânia se reuniram na capital da Bielorrússia e determinaram a retirada de tropas e o cessar-fogo completo em Donbass através da assinatura dos chamados Acordos de Minsk. Especialista comenta os resultados e perspectivas desses acordos.

Já no momento de assinatura dos acordos ficou evidente que Kiev não planejava os respeitar. Os políticos ucranianos consideram esses acordos como um adiamento para impedir a ofensiva das milícias de Donbass e evitar a dissolução do exército, escreve o colunista Rostislav Ischenko em seu artigo especial para a Sputnik.

Segundo ele, Kiev recusou-se a negociar com Donbass, por isso não tem outro remédio senão esperar por consequências das sanções ocidentais contra a Rússia ou de novos acordos diplomáticos desfavoráveis para Moscou.

"Para Kiev, os Acordos de Minsk se tornaram uma espécie de confronto diplomático. Kiev mudou o formato do conflito, mas não saiu dele. Por isso, o líder da autoproclamada República Popular de Donetsk [RPD], Aleksander Zakharchenko, e o presidente da França, Emmanuel Macron, na véspera do terceiro aniversário dos Acordos de Minsk se mostraram bem céticos em relação às perspectivas dos Acordos", explicou Ischenko.

Durante o encontro, Macron disse que a realização dos acordou entrou em um impasse. Entretanto, na realidade sua implementação nunca saiu desse impasse, disse o analista.

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Zakharchenko, por sua vez, afirmou que os Acordos de Minsk têm ficado aquém da expectativa. Donbass esperava que o processo de paz pusesse fim aos ataques contra cidades e à atividade das Forças Armadas da Ucrânia na linha de combate. Na realidade, a Ucrânia não cumpriu nem uma única disposição dos acordos.

Às vezes Kiev participa da troca de prisioneiros, mas não respeita a obrigação de realizar a troca de prisioneiros com base no princípio "todos por todos".

Entretanto, segundo Zakharchenko, os Acordos de Minsk são a única plataforma de negociação entre Kiev e Donbass e eles devem usá-la, tendo em consideração que os acordos foram aprovados por resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Os Acordos de Minsk desempenham um papel importante nas relações entre a Rússia (e, por conseguinte, a Ucrânia) e a Alemanha, porque este país europeu é membro do Quarteto da Normandia que tem como objetivo encontrar uma saída para a crise no leste ucraniano. Berlim declarou que vai prestar ajuda diplomática e política a Kiev, bem como dinheiro para "recuperação de Donbass", apenas quando a Ucrânia cumprir os acordos de Minsk.

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Ao mesmo tempo, a cooperação entre a Rússia e a Alemanha é mais ampla, os dois países têm muitos projetos conjuntos, incluindo a criação de um espaço econômico comum com a Rússia, de Lisboa a Vladivostok. É evidente que ninguém planeja sacrificar isso pela Ucrânia. Mas os Acordos de Minsk são parte do acordo de coalizão e por isso são um fator da política interna alemã, e que agora se está tornando um fator de política global que influencia o futuro de toda a UE.

É um sinal desfavorável para a Ucrânia. Os Acordos de Minsk, sendo um fator de política global, estão saindo fora do controle de Kiev. Isso significa que os acordos poderiam receber uma segunda oportunidade.

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