Merkel se esquiva de perguntas sobre lei polonesa do Holocausto

© AP Photo / Joerg CarstensenGerman chancellor Angela Merkel delivers a statement in Berlin, Sunday, Jan. 7, 2018. German Chancellor Angela Merkel embarked Sunday on talks with the center-left Social Democrats on forming a new government, with leaders stressing the need for speed as they attempt to break an impasse more than three months after the country's election.
German chancellor Angela Merkel delivers a statement in Berlin, Sunday, Jan. 7, 2018. German Chancellor Angela Merkel embarked Sunday on talks with the center-left Social Democrats on forming a new government, with leaders stressing the need for speed as they attempt to break an impasse more than three months after the country's election. - Sputnik Brasil
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A chanceler alemã, Angela Merkel, recusou-se a comentar, neste sábado (10) uma lei polonesa que impõe prisão por sugerir que o país foi cúmplice no Holocausto.

As informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, a chanceler disse que não queria entrar nos assuntos internos da Polônia.

A polêmica lei polonesa impõe sentenças de prisão de até 3 anos a quem usar a frase "campos da morte poloneses" e a quem sugerir "publicamente e contra os fatos" que a nação ou o Estado polonês foram cúmplices dos crimes da Alemanha nazista.

"Sem interferir diretamente na legislação na Polônia, gostaria de dizer o seguinte, muito claramente, como chanceler alemã: Nós, como alemães, somos responsáveis pelo que aconteceu durante o Holocausto, a Shoah, sob o nacional-socialismo (Nazismo)", afirmou Merkel em seu podcast de vídeo semanal.

Ela estava respondendo a uma pergunta de um aluno que havia perguntado se a nova lei polonesa limita a liberdade de expressão.

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Israel e os Estados Unidos criticaram o presidente Andrzej Duda por assinar o projeto de Lei nesta semana. Israel diz que a lei restringirá a liberdade de expressão, criminalizará fatos históricos básicos e interromperá qualquer discussão sobre o papel que alguns poloneses desempenharam nos crimes nazistas.

Uma porta-voz do governo polonês concordou com as afirmações de Merkel, segundo informou a agência de notícias PAP. O primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, conversará com Merkel, em Berlim, na próxima semana.

O partido da situação polonês "Lei e Justiça" entrou em confronto com a União Europeia e os grupos de direitos humanos sobre uma série de questões desde que assumiu o poder no final de 2015. 

Ele diz que a lei é necessária para garantir que os poloneses sejam reconhecidos como vítimas de agressão nazista na Segunda Guerra Mundial e não agressores.

Mais de 3 milhões dos 3,2 milhões de judeus que viveram na Polônia anterior à guerra foram assassinados pelos nazistas, representando cerca de metade de todos os judeus mortos no Holocausto.

Judeus de todo o continente foram enviados para serem mortos em campos de concentração construídos e operados por alemães na Polônia ocupada — lar da maior comunidade judaica da Europa na época. 

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