Livro de Hitler e material nazista são encontrados na casa de atirador italiano

© REUTERS / Italian Carabinieri/Handout via REUTERSCarro utilizado pelo suspeito Luca Traini para atirar em imigrantes italianos.
Carro utilizado pelo suspeito Luca Traini para atirar em imigrantes italianos. - Sputnik Brasil
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Luca Traini, suspeito de atirar em seis imigrantes africanos na cidade italiana de Macerata, é "lúcido e determinado, consciente do que fez" - afirmou a polícia local neste domingo (4).

Traini segue preso e está sendo investigado por tentativa de assassinato com o agravante de "ódio racial". Ele é o principal suspeito do ataque que vitimou imigrantes da Nigéria, Gana, Gâmbia e Mali, de acordo com emissora RAI.

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Em sua casa, as autoridades encontraram o livro "Mein Kampf" de Adolf Hitler, outras publicações ligadas ao nazismo e uma bandeira com a cruz celta, um símbolo comumente usado pelos supremacistas brancos.

No ano passado, Traini concorreu a uma vaga pelo partido ultranacionalista Liga do Norte nas eleições municipais, mas não foi eleito. Fontes ouvidas pela agência de notícias ANSA afirmaram que ele tem ligações com o grupo nazista Forza Nuova. 

Ao ser detido, ele estava envolto em uma bandeira da Itália.

O coronel Michele Roberti, comandante da polícia em Macerata, afirmou que Traini pode ter cometido o crime como uma "vingança" ao assassinato de Pamela Mastropietro, de 18 anos. Ela foi esquartejada e seu corpo escondido em uma mala, o principal suspeito é um imigrante nigeriano. 

Uma das vítimas dos tiros de Traini, identificada apenas como Jenifer, disse ao jornal La Stampa que não se sente mais segura na Itália. 

"Eu nunca machuquei ninguém. Eu estava falando e rindo com outras três pessoas [quando o incidente ocorreu]", disse. "Sempre estive confortável aqui. As pessoas são amigáveis. Não sei por que esse cara atirou".

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Estrangeiros são 9,2% da população de 43 mil pessoas da cidade de Macerata.

O sentimento anti-imigrante é um tema-chave nas eleições nacionais que a Itália realizará no dia 4 de março. Matteo Salvini, chefe do partido Liga do Norte, já prometeu que irá "limpar a bagunça" e expulsar 100 mil imigrantes caso chegue ao cargo de primeiro-ministro. Ele é conhecido como o "Donald Trump" italiano

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