Ainda há esperança de encontrar submarino argentino San Juan? Almirante russo responde

© AP Photo / Esteban FelixA base naval Mar del Plata após o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan
A base naval Mar del Plata após o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan - Sputnik Brasil
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O navio ARA San Juan pode ter se afundado à profundidade de mais de 6.000 metros e se desintegrado sob a pressão das águas, por isso as chances de encontrar seus destroços se tornam mínimas, acredita o ex-comandante da Frota do Báltico da Rússia, almirante Vladimir Valuev.

Segundo comunicou a mídia argentina, a catástrofe envolvendo o submarino San Juan poderia ter acontecido na fronteira da plataforma continental. Esta encontra-se a 200-300 metros de profundidade, mas acaba com um abismo abrupto, que atinge 6 mil metros. De acordo com essas informações, na sequência de problemas técnicos, o submarino ARA San Juan podia submergir a apenas 100 metros de profundidade no máximo, comparado com sua capacidade normal de 300 metros.

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"Conforme os dados mais recentes, o submarino San Juan poderia ter se afundado à profundidade de 6.200 metros. Uma explosão potente teria ocorrido a bordo, provocando a destruição da fuselagem. Depois, ao perder a estabilidade transversal, o submarino deslizou para o fundo a grande velocidade. A esta profundidade, é quase certo que a fuselagem do submarino foi esmagada pela pressão da água", disse Valuev.

Em sua opinião, "as chances de encontrar os destroços nestas condições se tornam mínimas".

O almirante frisou que, infelizmente, muitas vezes as buscas de submarinos afundados levam bastante tempo.

"Assim, em 1968 as buscas do submarino atômico estadunidenses USS Scorpion levaram 6 meses. Durante mais de 30 anos não se conseguiu encontrar o submarino israelense INS Dakar. Já o submarino francês Minerve que desapareceu, de fato, perto da costa, em águas do Mediterrâneo, não foi encontrado até agora", resumiu.

"A mídia comunica que a bordo do San Juan havia um número insuficiente de reservas de oxigênio, enquanto os meios de resgate estavam inoperacionais. Neste caso isso tudo já são detalhes insignificantes, se tomarmos em consideração todas as peculiaridades da catástrofe, ou seja, a entrada de água a bordo que provocou o incêndio e a explosão forte que levou à morte instantânea dos marinheiros", adiantou o militar russo.

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O submarino argentino deixou de entrar em contato com o comando em 15 de novembro de 2017, com 44 tripulantes a bordo. Os representantes da Marinha da Argentina comunicaram a possibilidade de uma explosão, que poderia ter provocado o consequente desaparecimento do navio.

Passados 15 dias após o sumiço, as autoridades informaram sobre o término das operações de resgate dos marinheiros, mas prometeram continuar as buscas de destroços do navio.

O navio da Marinha da Rússia Yantar, equipado com aparelhos submersíveis avançados, continua efetuando buscas na área.

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