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Analista: Estados Unidos continuam considerando América Latina como seu 'quintal'

© AFP 2021 / YAMIL LageCubano acena positivamente de sua varanda decorada com as bandeiras dos EUA e de Cuba
Cubano acena positivamente de sua varanda decorada com as bandeiras dos EUA e de Cuba - Sputnik Brasil
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O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Rex Tillerson, expressou preocupação com a crescente influência russa na América Latina. Analista comentou que segundo a doutrina estadunidense, esta região deve ter relações apenas com Washington.

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No âmbito de sua viagem semanal pela América Latina, que iniciou nesta quinta-feira (1), Rex Tillerson mostrou-se preocupado com a influência crescente da Rússia e da China na América Latina, pois Moscou "continua vendendo armas e equipamentos militares aos regimes hostis, que não respeitam valores democráticos".

Tillerson destacou que Washington, ao contrário da Rússia e China, não busca "vantagem imediata", mas quer uma parceria mutualmente vantajosa com os países da região.

Segundo cientista político e jornalista, Yuri Svetov, disse ao serviço russo da rádio Sputnik, que a afirmação de Tillerson demonstra a "dura" doutrina dos EUA em relação à América Latina.

"Os Estados Unidos sempre chamaram a América Latina de seu 'quintal'. Sua doutrina supunha que a América Latina devia ter relações apenas com Washington", comentou.

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O analista lembra que na época da Guerra fria, a URSS teve relações na região apenas com Cuba, mas no resto não houve nenhuma cooperação, especialmente durante o período de ditaduras militares.

Depois a Rússia de fato deixou a América Latina. As relações começaram a ser restauradas apenas recentemente, "em particular quando o Brasil se juntou ao BRICS", explicou Svetov.

O especialista também sublinhou o aumento da presença da China, tanto na América Latina como na África.

"Vale destacar que a China chega [a estas regiões] com dinheiro, estabelece relações econômicas, considerando muitos países da América Latina como mercado para vender sua produção. Tudo isso causa preocupações dos EUA, pois não querem dar o que consideram como 'sua propriedade'", especificou.

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Neste contexto, Svetov cita ex-membros do Pacto de Varsóvia, antigos membros da União Soviética, que depois se tornaram Estados independentes estão agora cooperando com os EUA.

"Acredito que isso é uma expressão da dura posição dos EUA: eles construirão um muro na fronteira com o México e continuarão considerando o território do outro lado do muro como seu quintal", concluiu.

Anteriormente, ex-embaixadora da Argentina na Venezuela e Reino Unido, Alicia Castro, afirmou para a Sputnik que a viagem do secretário de Estado estadunidense à América latina tem como objetivo coordenar um plano para derrubar o governo venezuelano.

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