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Opinião: Força Aérea Brasileira possui 'o maior poder de fogo' na região

© AFP 2022 / YASUYOSHI CHIBARéplica do caça sueco Gripen exibida na feira LAAD 2017
Réplica do caça sueco Gripen exibida na feira LAAD 2017 - Sputnik Brasil
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Apesar do desacreditado sistema político e dos cortes do financiamento público ordenado pelo presidente Michel Temer, que afetaram a indústria de defesa, o Brasil manteve em 2017 seu estatuto da principal potência militar latino-americana a nível aéreo, afirma especialista mexicano em entrevista à Sputnik.

"O Brasil se posiciona sem dúvida como o país latino-americano com o maior poder de fogo, dispondo de 697 aviões de guerra. Posteriormente e dependendo da classificação, virão a Colômbia, o Chile, o México e a Argentina", disse à Sputnik Mundo o analista militar mexicano José Quevedo, colaborador permanente do portal especializado Infodefensa.

"Há alguns anos a Argentina tinha um poder de fogo muito maior, mas, após ter desativado os Mirage [caças supersônicos] em 2015, vai caindo gradualmente neste ranking. O Chile está subindo, pois seus aviões F-16, tanto os novos como os modernizados que compraram à Holanda, lhe dão um poder maior", afirmou Quevedo.

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Se levarmos em consideração apenas os caças, "o Chile sobe ao primeiro lugar e logo vem o Brasil, enquanto o México cai para o último, pois não conta neste momento com aviões de guerra com capacidades superiores que possam competir com os que o Chile e o Brasil possuem", ressaltou.

O analista militar também comentou o interesse de potências como a Rússia, a China e a UE pelo mercado regional dos países latino-americanos, em contraste com o desinteresse mostrado nos últimos anos pelos EUA.

"A Rússia mostrou sua intenção de poder transferir sua tecnologia e em algum momento deslocar fábricas de vários componentes aeronáuticos na América Latina. É uma boa opção e acredito que está jogando muito bem suas cartas", sublinhou.

Neste sentido, o especialista falou dos países que estão em processo de modernização de aeronaves, tais como a Colômbia, o México e o Peru. José Quevedo acredita que "o avião que mais se adapta às necessidades latino-americanas é o MiG-35, um avião menor e mais fácil de operar, com uma capacidade de voo e de portar armas muito interessante, não sendo tão caro em comparação com o Su-30".

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