Quais são os planos dos EUA em caso de possíveis guerras com Rússia e China?

© AP Photo / David GoldmanSoldados norte-americanos no Havaí
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Pentágono nega que Washington será capaz de lidar com ambos os países simultaneamente. Neste contexto, pretende "reformular suas forças" em torno de possíveis conflitos armados com Rússia e China.

Tal necessidade foi afirmada pelo vice-presidente do Estado-Maior norte-americano, general Paul Selva, que também advertiu que EUA não serão capazes de enfrentar ambos os problemas ao mesmo tempo.

"Há dois desafios únicos com os quais temos que lidar, e seus elementos se sobrepõem, mas não são os mesmos", destacou Selva, adicionando que ambos os focos exigem diferentes ações.

Segundo explica o general, EUA devem desenvolver os perfis de suas Forças Armadas de acordo com cada rival. "Qualquer combate com a China, se ocorrer, será principalmente uma batalha marítima ou aérea", indica. E no caso da Rússia, "seria basicamente uma luta aérea terrestre, suportada pelo componente marítimo", adicionou.

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Entretanto, Selva recordou que na recém-apresentada Estratégia de Segurança Nacional, Washington identifica Moscou como um desafio "global", e a considera, bem como Pequim, uma "ameaça" mais grave do que o terrorismo.

Mais cedo, o vice-presidente do Estado-Maior norte-americano sublinhou que é vital para EUA restaurar sua vantagem quanto ao desenvolvimento de armas supersônicas, especialmente no âmbito do avanço tecnológico atingido pela China e Rússia na área. Ele confirmou que "as capacidades dos arsenais nucleares russos e chineses são, de fato, maiores que as nossas que permanecem relativamente estáticas".

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